Economia

Economia: o que tenho a ver com isso?

Assuntos econômicos impactam nosso cotidiano de diversas formas

05.08.202111h00 Comunicação - Marketing Mackenzie

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Economia: o que tenho a ver com isso?

Quantas vezes você abriu um site de notícias e se deparou com informações sobre taxa Selic, queda do dólar, desvalorização do real ou investimento no tesouro direto? Quantas vezes você ficou sem entender algum desses termos ou achou que era algo distante, que não teria nenhum impacto em sua vida? Pois a economia e todos esses fatores influenciam, e muito, o nosso cotidiano. Para isso, conversamos com especialistas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) para entendermos os conceitos e as práticas econômicas mais importantes para nossas vidas. 

“A economia tem impacto sobre as ações das pessoas. Sobre as escolhas que nós realizamos na vida financeira, sobre os negócios e nas decisões de investimento. Sempre é bom entender e acompanhar a economia”, explica o professor de economia do curso de Engenharia de Produção, Agostinho Pascalicchio, sobre a importância de se informar sobre a economia. 

Os conceitos econômicos estão presentes em tudo. Ao acordarmos e tomarmos o café da manhã, os alimentos estão em nossa mesa por um preço, que varia de acordo com mercado internacional e inflação. Quando pegamos uma condução ou vamos de carro para nosso trabalho, o combustível usado indica se estamos falando de uma economia sustentável ou, ainda, o valor de impostos que afetam no custo do combustível. E só o fato de precisarmos trabalhar evidencia uma série de variáveis: taxa de desemprego e ocupação, geração de Produto Interno Bruto (PIB), salário mínimo etc.

Falar em economia consiste em observar aspectos de nosso cotidiano que são influenciados por essa área. A forma como a sociedade lida com o desemprego, com a inflação, expansão ou redução da atividade de consumo e de produção, de como interagimos comercialmente com a comunidade internacional, da ação do governo diante das decisões em realizar obras públicas e sobre os diversos investimentos que pode realizar, como em saúde e educação, o ritmo maior ou menor do comércio interno e das finanças em um país, tudo isso diz respeito à economia. 

E, se pensarmos em questões mais pessoais, a economia também está presente. Ao planejarmos uma viagem no fim do ano, a economia nos faz avaliar se teremos condições financeiras para isso. A todo instante fazemos escolhas de consumo, escolhemos determinado produto que precisamos adquirir e deixamos de comprar outros, pois avaliamos nossas necessidades e nossas possibilidades de aquisição. 

No cerne da questão, as questões econômicas estão relacionadas com essa palavra: escolhas. “As pessoas utilizam muita racionalidade em suas decisões de consumir, como a de comprar à vista ou financiado. As pessoas avaliam seus ganhos e perdas. Avaliam benefícios que um bem traz deste a sua aquisição. Se escolher e optar por um bem, ocorre uma renúncia por diversos outros”, explica Pascalicchio.

“Nosso bem-estar está diretamente ligado à ‘saúde’ da economia que nos cerca. Se a economia está em expansão, as empresas vendem mais, tendem a ter mais lucro. Se for esperado que esse crescimento seja sustentável por um longo período, os empresários investirão no aumento da produção e empregarão mais gente. E, com mais pessoas empregadas, ganhando mais e consumindo mais, retroalimenta o crescimento da economia e o bem-estar de todos melhora, uns mais do que os outros, é verdade, mas todos se beneficiam desse ‘ciclo virtuoso’ do crescimento econômico”, explica o docente de Administração da UPM, Josilmar Cordenonssi.

Por isso, a educação financeira é tão importante, pois é ela que nos ajuda a tomar as melhores decisões e a nos planejar para uma vida tranquila e realização de sonhos. “A educação financeira é quase tão importante quanto à educação dos aspectos da saúde e nutrição, pois impactam o bem-estar das pessoas em toda sua vida”, diz o professor de Finanças Comportamentais no Programa de Pós-graduação em Administração da UPM, Dênis Forte.

Com uma boa educação financeira, com conhecimento e informação sobre os diversos fatores econômicos, temos melhor consciência para gerir nossas contas, dívidas e necessidades de compra. “O cidadão que consegue administrar suas contas pessoais e evitar o alto endividamento compulsivo, consegue ter uma vida melhor estruturada”, aponta o também professor de Economia mackenzista, Marcos Antonio Andrade.

Se inteire

Informar-se e se inteirar sobre a situação econômica do país, sobre mudanças nos diversos aspectos da economia, como taxa Selic, inflação, taxas de câmbio e mercado internacional é muito importante. Mas como fazer isso? Qual a melhor forma de se informar sobre este assunto? O professor Pascalicchio dá dicas:

“Deve-se permitir que um conjunto de informações, com origem de diversas fontes – e não apenas uma - contribua para sua análise. Estas informações, principalmente sobre os conceitos mencionados, devem permitir a melhor análise para fundamentar as diversas decisões de natureza econômico-financeira”, aponta.

Jornais, revistas e sites que tratam sobre economia costumam ser de grande ajuda na hora de se informar. Podcasts de especialistas também são uma boa alternativa. 

Já o professor Cordenonssi indica uma série de sites que possuem informações econômicas gratuitas e de excelente qualidade, mas que podem apresentar uma certa dificuldade para quem não tem muita familiaridade com conceitos econômicos, como Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou IPEA (www.ipea.gov.br), do Banco Central (www.bcb.gov.br), Tesouro Nacional (www.gov.br/tesouronacional/pt-br), IBGE (www.ibge.gov.br) e outros. No âmbito internacional, há o site do Fundo Monetário Internacional ou FMI (www.imf.org), o do Banco Mundial (www.worldbank.org) e a da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento ou OCDE (www.oecd.org).

Vamos te ajudar 

Calma! Antes de você ficar ainda mais preocupado e correr para se informar sozinho, nós vamos te ajudar. Preparamos uma série de conteúdos para falar sobre alguns conceitos básicos da economia, como taxa Selic, inflação e câmbio monetário. Então fique ligado!