Escola de Engenharia

EE - Universidade Presbiteriana Mackenzie

125 anos da EE

Em sua busca constante pela excelência do ensino na graduação e pós-graduação, a Escola de Engenharia da UPM é considerada um centro de referência na formação profissional e produção científica dentro e fora do Brasil, unindo tradição, pioneirismo e inovação aos preceitos do tripé “ensino, pesquisa e extensão”. Hoje, seis cursos integram a grade curricular da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM): Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de Materiais, Engenharia de Produção e Química.

Conteúdo Especial sobre os 125 anos da Escola de Engenharia

Introdução elaborada por: Prof. Orlando Monezzi Jr.

Neste ano de 2021, a Escola de Engenharia Mackenzie está comemorando 125 anos de existência. Nesse momento histórico, toda a comunidade Mackenzista está se recuperando de uma época de excepcionalidade, vencendo a temível pandemia da COVID 19, que tem feito, de todos nós, protagonistas de atos de superação. Toda a comunidade universitária tem se mostrado em perfeita união, estreitando os seus laços de proximidade didático-pedagógica entre mestres e alunos, com perfeita afinidade, superando as melhores expectativas, mesmo operando em ensino remoto.

Fica o registro de mais uma façanha heroica, em que a Escola de Engenharia Mackenzie se reinventou, deixando preciosas lições de sabedoria e proficuidade face às dificuldades, sem jamais abdicar de seus princípios formativos educacionais. Aliás, ultrapassar toda a série de obstáculos e os consequentes momentos de excepcionalidade sempre pontuaram a trajetória histórica da Escola de Engenharia Mackenzie.

Em uma síntese de alguns períodos nebulosos registrados ao longo de nossa história, podemos destacar:

  • A passagem pela trágica epidemia da Gripe Espanhola nos anos 1918/1919.
  • A Escola de Engenharia Mackenzie também se manteve inabalável no período das duas Grandes Guerras Mundiais.
  • A Escola de Engenharia Mackenzie participou ativamente da Revolução Constitucionalista de 1932, com muitos de seus alunos deixando, momentaneamente, as salas de aula para se apresentarem, voluntariamente, nas frentes de batalha. Três dos nossos acadêmicos morreram nessa empreitada e seus nomes são reverenciados na história edificante da Escola de Engenharia Mackenzie.

Em todas essas ocasiões, a Escola de Engenharia Mackenzie sempre manteve intactos os ideais dos seus fundadores, jamais abandonando os critérios da melhor formação técnica e moral dos nossos acadêmicos. Esta nossa mensagem sintetiza não só a manifestação do nosso vivo e justificado orgulho perante uma história tão marcante, como, de maneira especial, registra o sucesso e o protagonismo dos seus muitos milhares de profissionais formados ao longo de toda nossa épica trajetória.

Estamos felizes em registrar uma mensagem para todos nossos queridos acadêmicos, que são o nosso porvir. Nossas palavras buscam irmanar nossos sentimentos, capazes de reunir Passado, Presente e Futuro.

Fica o chamamento final indicando que a dedicação em seus estudos, a eficiência na jornada de novas pesquisas, assim como a consecução de seus magníficos projetos sejam, não só, o acréscimo de novas páginas de grandes feitos para a Escola de Engenharia Mackenzie, como também sejam igualmente a certeza da plenitude de um mundo mais feliz.

Que a nossa mensagem perene encontre eco retumbante em todas as épocas, sempre ovacionada com renovadas e “Cordiais Saudações Mackenzistas!”

OS 125 ANOS NA VISÃO DAS AUTORIDADES

Em sua busca constante pela excelência do ensino na graduação e pós-graduação, a Escola de Engenharia da UPM é considerada um centro de referência na formação profissional e produção científica dentro e fora do Brasil, unindo tradição, pioneirismo e inovação aos preceitos do tripé “ensino, pesquisa e extensão”.

MARCOS MASSI

Diretor da EE/UPM

Fundada em 1896,  a EE/UPM iniciou suas atividades com o curso de Engenharia Civil, como uma das primeiras instituições de ensino a oferecer  cursos de engenharia no país, contribuindo diretamente para a formação de mão de obra qualificada e emancipadora necessárias para o desenvolvimento do Brasil. “Tradição e pioneirismo, é sob esse lema que a Escola de Engenharia vem desempenhando seu papel na sociedade, fazendo parte da história das grandes transformações ocorridas no país e, em especial, em São Paulo, desde o final do século XIX”, destaca o reitor da UPM, Marco Tullio de Castro Vasconcelos.

Na opinião do diretor da Escola de Engenharia da UPM, Marcos Massi, a atualização periódica nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) refletem necessidades impostas pelas mudanças na engenharia e na tecnologia, que por sua vez também orientam as Diretrizes Curriculares Nacionais do MEC. “Para ter uma ideia desse dinamismo, vale citar que, novas formas pedagógicas vêm sendo planejadas e implementadas de maneira a proporcionar aos alunos um perfil moderno e adequado ao mercado. Estamos trabalhando em aprendizagens ativas, projetos integradores, e a inclusão de componentes curriculares projetuais na matriz curricular”, informa.

O diretor da EE/UPM também comenta que a constante e tradicional parceria com o setor industrial e de construção civil tem ajudado a Escola a acompanhar as mudanças ocorridas no mercado ao longo de todo esse tempo. “Em 2021, mais de 25 empresas estabeleceram parcerias com os docentes dos nossos cursos, com as quais poderemos realizar uma série de atividades com nossos alunos, tais como, desenvolvimento de projetos de pesquisa, criação de vagas de estágios exclusivos para alunos da EE, realização de hackathons, entre outros”, completa.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS

Para o diretor Marcos Massi, considerando o atual cenário em que boa parte da sociedade tem sido impactada pelo advento da indústria 4.0, se faz necessária a formação de engenheiros que dominem suas respectivas áreas de formação com habilidades e competências voltadas a análise e resolução de problemas aplicando ferramentas tecnológicas. “O emprego de tecnologias e a digitalização de processos demandam profissionais de engenharia com novos perfis de formação. Além disso, o Brasil tem desafios significativos nas áreas de infraestrutura, com destaque para construção civil, telecomunicações e energia, setores que demandarão a formação de engenheiros”, declara.

Os egressos da EE/UPM têm em comum asaltas taxas de empregabilidade, graças à sólida formação. ”A interação de nossos alunos com empresas e centros de pesquisa e empresas durante a graduação possibilita desenvolver uma carreira acadêmica e profissional. O programa de iniciação cientifica tem forte interação com pesquisadores e professores da pós-graduação o que permite ao aluno ingressar após formado na pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado na própria EE. Parcerias com universidades do exterior possibilitam mobilidade internacional com dupla titulação. A constante interação com o mercado, desenvolvimento de atividades de projetos e o investimento na atualização constante dos laboratórios permite a formação de um engenheiro hands on com a qualidade que só a tradição e a visão de futuro do Mackenzie podem fornecer”, conclui o diretor.

O reitor da UPM acrescenta que todos os cursos da EE possuem grande aprovação no mercado. “Além disso, mantêm posição de destaque nos principais rankings de avaliações de cursos superiores do Brasil. O corpo docente da EE também é destaque, formado por maioria de mestres e doutores, atuando tanto na extensão como na pesquisa. Recentemente, essa qualidade foi comprovada com a inclusão de sete professores da Escola na lista dos 10.000 pesquisadores mais influentes na América Latina”, comenta Vasconcelos.

Contribuições da Escola de Engenharia
  • Primeiro curso de engenharia civil não público do Brasil (1896).
  • Primeiro curso de engenharia química do Brasil (1922).
  • Primeiro curso a promover o ensino da tecnologia de concreto protendido no Brasil, tendo no corpo docente nomes como José Carlos Figueiredo Ferraz, Augusto Carlos Vasconcelos e Roberto Rossi Zuccolo.
  • Pioneirismo na introdução da nanotecnologia como um campo de estudo na formação do Engenheiro de Materiais.
  • Publicações de importantes livros relacionados à engenharia civil.
  • Criação, em 1960, do CRAAM, abrangendo atividades de pesquisa e desenvolvimento em radioastronomia, radio-ciências, astrofísica, física solar, geofísica espacial, entre outros.
  • Fundação do Laboratório de TV Digital (LABTV), responsável pelos principais desenvolvimentos de padrões e sistemas de TV.
  • Criação de um centro de estudos especializado em pesquisas com grafeno (MackGraphe).
  • O engenheiro civil mackenzista, Ragueb Chauki Banduk, é considerado um dos percursores nos estudos de patologias das construções no Brasil.
  • A Usina Hidrelétrica Capivara, da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), recebeu o nome de "Escola de Engenharia Mackenzie".
  • Nos seus 100 anos de fundação, a EE foi homenageada com a inauguração do Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie.
  • Nos 150 anos do Mackenzie foi inaugurou-se o Viaduto Engenheiro Antonio Moliterno, formado na EE onde também foi professor.
DIVISÕES DA EE

MAGDA SALGUEIRO DURO

Coordenadora do Ciclo Básico

A Escola de Engenharia Mackenzie, desde a sua fundação, em 1896, tem sido primorosa em sempre zelar pela sólida formação nas disciplinas básicas, essenciais ao desenvolvimento acadêmico dos seus futuros engenheiros. Ao longo da história dos cursos de engenharia no Brasil, tanto as escolas públicas, quanto as particulares, implementaram diversas variações do assim denominado “Ciclo Geral” ou “Ciclo Básico” do Setor Técnico-Científico, englobando todo o elenco de disciplinas (componentes curriculares) associadas aos diferentes ramos da Física e de toda a Matemática Superior.

Nos dias atuais, adaptaram-se as denominações que englobam esse vasto conjunto de disciplinas, prevalecendo o senso comum de sempre se manterem fortalecidas as diretrizes estruturais deste Departamento. Em atuação complementar, e de igual relevância, a coordenação responsável pelo conjunto das disciplinas desse Ciclo deve suprir toda a defasagem de conhecimentos básicos do ensino médio, que se apresenta de forma latente em grande parcela do alunato recém-ingresso, promovendo ações para resgatar eventuais déficits de conhecimentos essenciais, bem como a necessária motivação para um estudo de resultados.

Dentre as várias atividades que ensejam a participação desse Departamento, encontra-se, em igual patamar de importância, o efetivo acolhimento aos alunos iniciantes, dando-lhes as orientações e as oportunidades do curso, de modo a minimizar as eventuais reprovações, mitigando o quadro de possíveis evasões.

Essa manifestação de humano acolhimento pretende estender uma mão amiga, oferecendo caminhos e fomentando, dia após dia, a necessária determinação para vencer esta árdua etapa inicial, revelando que essa jornada, além de útil, também pode ser agradável e humanizada.

KARL FRIEHE

Coordenador do Ciclo Básico

PATRÍCIA BARBOZA DA SILVA

Coordenadora do curso de Engenharia Civil

Atualmente sob coordenação da professora Patrícia Barboza da Silva, a Engenharia Civil foi criada em 1896, no então Mackenzie College, foi o primeiro curso da atual EE Mackenzie. Iniciou suas atividades com o objetivo de atender ao ensino de construção de ferrovias e prospecção de minério. Foi o primeiro curso privado de engenharia no Brasil. Os primeiros profissionais formados pela instituição se dedicaram a áreas como Topografia, Geodésia, Geologia, Mineralogia e outras disciplinas afins. O primeiro deles foi Alexandre Mariano Cococi, do qual consta a autoria de uma planta urbana, de 1902.

Logo, a grade curricular do curso adentrou outras áreas mais gerais, como a de concreto armado, acompanhando as demandas de crescimento da cidade, no início do s