Nesta sexta-feira, dia 17 de abril, morreu Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro. Internado após passar mal, o ex-atleta faleceu aos 68 anos, mas a causa da morte não foi revelada pela família. Conhecido como “Mão Santa”, ele possuía um forte vínculo com o Mackenzie e deixa um legado de vitórias e de dedicação ao esporte brasileiro.
Considerado o maior atleta da modalidade no Brasil, Schmidt foi aluno do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM) e vestiu a camisa do time profissional do Mackenzie, em 1999. Tamanha identificação com a instituição, levou o ex-jogador a matricular os filhos no CPM.
Em 2021, o “Mão Santa” esteve no CPM Tamboré para receber uma homenagem e conversar com os alunos. Na ocasião, ele destacou a importância que o Mackenzie teve em sua formação e reforçou a identificação com a instituição. “Ter estudado no Mackenzie foi uma coisa incrível. É uma escola ótima, em todos os sentidos. Você procura defeito e não acha. Eu tenho um orgulho gigante de ser mackenzista”, disse Schmidt na ocasião.
No final da conversa, o ex-jogador deixou um conselho para os alunos, que evidencia o seu exemplo de dedicação e perseverança, características que o tornaram o maior nome do basquete brasileiro. “Uma mensagem muito simples que eu digo sempre: treine muito, mas muito mesmo, e quando estiver bem cansado, treine mais um pouquinho, porque esse pouquinho vai fazer a diferença na sua vida”, aconselhou.
Além de ser o maior cestinha dos Jogos Olímpicos, Oscar Schmidt marcou época com a camisa da seleção brasileira e atuou por times como Sírio, Flamengo e Corinthians. O ídolo brasileiro disputou cinco edições de Jogos Olímpicos: Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996.
Ele foi o jogador que comandou uma das maiores conquistas do basquete brasileiro: o Pan-Americano de 1987, quando o time canarinho impôs a primeira derrota da história à seleção dos Estados Unidos em solo norte-americano.
Oscar Schmidt é, ainda, um exemplo de amor e dedicação ao Brasil. Apesar de ter recebido inúmeros convites para jogar na NBA, considerada o maior torneio mundial da modalidade, o “Mão Santa” recusou todos por conta de uma antiga regra da Federação Internacional de Basquete, que impedia jogadores da liga norte-americana de defenderem suas seleções nacionais.
Apesar disso, ele é um dos três jogadores brasileiros que constam no Hall da Fama da NBA.
Brasileiro e herói do esporte, Oscar Schmidt deixa um legado de muitas vitórias, mas acima de tudo, de amor ao país e de dedicação ao basquete.

