O Centro Histórico e Cultural Mackenzie (CHCM), do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), realizou, no último sábado, 27 de junho, o I Encontro ELMMAC de Corais Infantojuvenis, uma iniciativa promovida pela Escola Livre de Música Mary Ann Chamberlain (ELMMAC) e pelo CHCM, com apoio do Coral Infantil da Fundação OSESP e do Instituto Baccarelli.
O evento reuniu regentes, educadores e participantes envolvidos com a formação de corais para um dia de aprendizado e troca de experiências. A programação contou com oficinas práticas e rodas de conversa conduzidas pelos especialistas Reynaldo Puebla, Ana Abe, Silmara Drezza e Erika Muniz, abordando temas como "Corpo e Coral" e "Como Surgem os Corais".
Para o ator e diretor de teatro Reynaldo Puebla, a oficina "Corpo e Coral" representa uma oportunidade de fortalecer a formação musical e reduzir as inibições. "O que ganhamos na expressão serve para qualquer atividade. Ficamos mais confiantes em nós mesmos, em nossa capacidade de comunicação e expressão. O que procuramos, fundamentalmente, com esse encontro é que os participantes confiem que são capazes de fazer tudo", explicou.
Segundo Ana Abe, a experiência de reunir diferentes iniciativas voltadas à música contribui para ampliar o olhar sobre a educação musical e as oportunidades que ela proporciona. "Já vi transformações tão grandes em crianças, jovens e adultos, em relação à comunicação e à maneira de expressar sentimentos. Não consigo dimensionar o quanto a arte é capaz de tocar cada um de nós de inúmeras formas."
A regente e coordenadora pedagógica de Canto Coral do Instituto Baccarelli, Silmara Drezza, conduziu, ao lado da cantora Erika Muniz, a conversa sobre como surgem os corais. Para ela, iniciativas como essa fortalecem a música coral como espaço de convivência, expressão e desenvolvimento coletivo.
"Nosso principal objetivo é que os participantes integrem o corpo e a voz, além de mostrar a importância de aliar esses elementos como ferramenta pedagógica. Acredito muito na arte como agente de transformação, e ver pessoas apoiando a arte é essencial", destacou Silmara Drezza.
A curadora do CHCM, Luciene Aranha, contou que o departamento pretende realizar novos encontros como esse em outras unidades do IPM. "Temos como propósito criar essa conexão. Também é importante nos consolidarmos como um local de possibilidades para apresentações, trazendo ao público o trabalho que esses corais vêm desenvolvendo não só na nossa cidade, mas em nosso estado e, por que não, em todo o Brasil? Essa é a grande relevância e, para o Centro Histórico, é um prazer estar à frente dessa iniciativa", explicou.
À noite, o I Encontro ELMMAC de Corais foi encerrado com uma apresentação geral, realizada no Auditório Ruy Barbosa, com o Coral Infantil Mackenzie Higienópolis, sob a regência de Louise Ribeiro; o Coral Infantil Mackenzie Tamboré, com o regente Reginaldo de Oliveira Leão; o Coro Infantil da OSESP, com a regente Erika Muniz; o Macksingers Higienópolis, sob a regência de Matheus Martinelli; o Coro Infantojuvenil da Escola de Música de Votorantim Maestro Nilson Lombardi, com o regente Luís Gustavo Laureano; o Coral Infantojuvenil Heliópolis, sob a regência de Silmara Drezza; o MPB Coral Mackenzie, com a regente Viviane Ribeiro; o Coral Juvenil de Barueri, com o regente Isaac Breder; o Coro Juvenil da OSESP, sob a regência de Elisséia Duarte; e o Macksingers Tamboré, com o regente Paulo Marcos.
Em sua saudação, o diretor de Administração do IPM, Eduardo Abrunhosa, disse que Mary Ann Chamberlain foi a primeira professora de música do Mackenzie, reunindo crianças na cozinha de sua casa para ensinar a arte. "Ela quis ser, simplesmente, uma professora de música. Por isso, nossa homenagem a Mary Ann Chamberlain, ao criar a Escola Livre de Música. Cada um de vocês faz hoje uma grande homenagem a essa mulher", afirmou.
O público presente ainda foi surpreendido, ao final do evento, com a apresentação de todos os corais reunidos na interpretação da música Maria, Maria, de Milton Nascimento.










