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Diretor do Mackenzie participa de debate sobre futuro do Porto de Santos

Eduardo Abrunhosa defendeu investimento na educação como forma de avançar desenvolvimento portuário na cidade durante o Agenda Santos 500+, organizado pelo Grupo A Tribuna

06.07.202614h48 Por Jonathas Cotrim e Renan De Simone

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Diretor do Mackenzie participa de debate sobre futuro do Porto de Santos

Considerado um vetor central na economia brasileira, o Porto de Santos, principal ponto de escoamento da produção nacional, passa por mudanças constantes e, para os próximos anos, necessitará de um investimento maciço em educação e inovação. Para debater o futuro da atividade portuária em Santos, o diretor de Administração do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), Eduardo Abrunhosa, participou do evento Agenda Santos 500+, organizado pelo Grupo A Tribuna, ao lado de diversos especialistas e autoridades da região. O evento aconteceu na sexta-feira, 03 de julho, no Parque Tecnológico de Santos.

“O Porto é um articulador e um elemento proporcionador do arranjo produtivo local da Baixada Santista e, por que não dizer, do próprio país. Está no DNA do Mackenzie acreditar no desenvolvimento regional e, se nós estamos em São Paulo, não tem por que e não tem como não participarmos desse diálogo”, destacou Abrunhosa, sobre a participação do Mackenzie na discussão sobre o futuro do Porto de Santos. 

No final de maio deste ano, o IPM assumiu a gestão do Hub de Inovação Armazém 7, novo espaço dedicado ao desenvolvimento tecnológico, à pesquisa aplicada e à inovação logística no Porto. O projeto coloca o Mackenzie à frente da estruturação, da formulação do cronograma e da integração do complexo portuário santista a diversas atividades culturais e educacionais, e é fruto da parceria com a Autoridade Portuária de Santos (APS).

A prefeita em exercício de Santos, Audrey Kleys, celebrou a parceria entre Mackenzie e a APS. “É uma oportunidade de uma maior integração da relação porto-cidade por meio da educação, formação, capacitação e qualificação para o trabalho. Com a participação da Universidade, a gente ganha em qualidade, identificando os pontos mais frágeis, as demandas que ainda temos, para que a gente intensifique por meio da pesquisa que vem com o Mackenzie”.

Para o supervisor de Transformação Digital da APS, Rogério Saran, existe a necessidade de as instituições de ensino pensarem não apenas na inovação, mas em antecipar métodos inovadores. De acordo com ele, existe a aplicação imediata de tecnologias já existentes, mas há também algo mais profundo. “O trabalho com as instituições de ensino e de pesquisa parte justamente da necessidade de expor o ambiente portuário e toda essa complexidade para quem está formando pessoas, para que possam olhar e sugerir novas soluções. Porque o desenvolvimento de inovações vem da cabeça das pessoas”, apontou.

No debate sobre o futuro do Porto, Abrunhosa defendeu que o ambiente acadêmico deve entender a necessidade do mercado profissional para os próximos anos. Segundo ele, o aluno que ingressa em um curso superior, hoje, precisa ser preparado para a realidade que encontrará ao se formar, o que torna a formação um desafio para as instituições de ensino superior.

“O aluno entra hoje na universidade e vai concluir o curso daqui a quatro ou cinco anos. Então, o tempo todo a gente tem que estar preocupado com esse tipo de atualização curricular, de maneira que aquilo que é ofertado a ele no processo formacional não o deixe desconectado daquilo que é mais atual, senão ele já chega ao mercado profissional ultrapassado, seja de qual área for”, explicou o diretor mackenzista.

Neste sentido, o Projeto Armazém 7 se estabelece como um elemento formador central, já que não será apenas um projeto voltado para inovação, mas também de educação. “O Projeto, para nós, é a construção de um território educador, que vai reconectar o Cais do Valongo com a cidade de Santos, resgatando muitos aspectos da sua história, preservando a sua memória, mas discutindo essa interação e integração urbana, cidade-porto, mas ao mesmo tempo com um eixo profundo de educação”, disse.

O professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e diretor da Faculdade de Direito, Felipe Chiarello, é natural de Santos e apontou a importância da parceria para a sociedade santista. “Eu vejo duas grandes forças se juntando. Santos precisa sempre dessa oxigenação e discussão e, como santista, ver o Mackenzie assumir esse desafio, essa perspectiva de trabalhar no que é a força motriz da cidade, que é o Porto de Santos, é a realização de um sonho. Conseguimos articular uma verdadeira gama de professores e funções interdisciplinares para poder ajudar nesse processo que vai ser importante para a cidade”, adicionou.

Ao fim do evento, Eduardo Abrunhosa destacou novamente a importância da educação como um vetor de desenvolvimento, não apenas para Santos, mas todo o país.

“Temos de ter consciência, ensinarmos e educarmos pelo exemplo, não basta ter o diploma: é preciso continuar estudando, lendo, entendendo o que está acontecendo. Temos de compreender que a educação é um elemento estratégico desse país”, finalizou Abrunhosa.

Também participaram do Agenda Santos 500+, o presidente da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA), deputado federal Paulo Alexandre Barbosa; o CEO da Brasil Terminal Portuário (BTP), Cláudio Oliveira; e o Secretário Municipal de Assuntos Portuários e Emprego de Santos, Bruno Orlandi. O encontro foi mediado pelas jornalistas Arminda Augusto e Roberta Lemos, do Grupo A Tribuna.