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MackGraphe inaugura planta-piloto de produção de óxido de grafeno e amplia potencial de inovação tecnológica

Nova estrutura permitirá produção própria do material, fortalecimento de parcerias com empresas e avanço na transferência de tecnologia para o setor produtivo

22.05.202616h21 Por Bruno Carvalho

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MackGraphe inaugura planta-piloto de produção de óxido de grafeno e amplia potencial de inovação tecnológica

A celebração dos 10 anos do MackGraphe, Instituto Mackenzie de Pesquisas em Grafeno e Nanotecnologias do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), foi marcada pela inauguração da Planta Piloto de Produção de Óxido de Grafeno (GO Mack) e por um tour pelas instalações do centro de pesquisa. O novo espaço representa um avanço estratégico para o desenvolvimento científico e tecnológico do grafeno no Brasil, ampliando a capacidade de pesquisa, produção e aplicação do material em diferentes setores.

Durante a cerimônia, o diretor-geral do MackGraphe, professor Benedito Guimarães Aguiar Neto, destacou a trajetória do centro ao longo da última década e o papel da nova planta-piloto na consolidação das pesquisas desenvolvidas pela instituição.

“Nós tivemos muitos projetos relevantes, projetos estratégicos desenvolvidos ao longo desses 10 anos”, afirmou. Segundo ele, o MackGraphe atua em quatro grandes áreas: fotônica, compósitos, nanobiotecnologia e energia, além da área de produtos e processos, considerada hoje uma das principais apostas para aproximar a pesquisa científica das demandas do mercado.

O aproveitamento do conhecimento gerado nessas outras áreas, e a transformação desse conhecimento em produto, em processos, como soluções para o mercado é, segundo Benedito, um dos grandes desafios para os próximos anos. Nesse contexto, a nova planta-piloto surge como um passo importante para ampliar a relação com empresas e impulsionar a inovação aplicada.

De acordo com o diretor-geral, a estrutura permitirá não apenas a produção própria de grafeno para os projetos desenvolvidos pelo MackGraphe, mas também a transferência de tecnologia para o setor produtivo. “Uma empresa poderá explorar essa tecnologia desenvolvida aqui e gerar recursos, gerar subsídios para outros projetos e contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico em aplicações do grafeno”, explicou.

O presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), reverendo Roberto Brasileiro, ressaltou o papel dos pesquisadores e da inovação científica para o desenvolvimento do país.

“A única saída para o futuro é a inovação. Não há outra saída a não ser investir em inovação. E é isso que o Mackenzie faz”, declarou o presidente da IPB.

Roberto Brasileiro também relembrou que o investimento em pesquisa sempre foi um objetivo institucional do Mackenzie. “Esse sempre foi um sonho nosso. Um sonho que nasceu no Conselho Deliberativo, onde temos a perspectiva de investir parte dos nossos recursos em pesquisa”, pontuou. Para ele, transformar pesquisa em soluções práticas é fundamental para fortalecer o Brasil no cenário internacional.

Já o presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), reverendo Cid Caldas, definiu a inauguração da planta-piloto como um marco simbólico para a instituição. “Hoje a gente não está inaugurando apenas uma planta-piloto, nós inauguramos aqui um símbolo. Um símbolo de excelência, da capacidade humana de transformar curiosidade científica numa realidade tangível”, destacou.

Cid Caldas também enfatizou o trabalho coletivo realizado ao longo dos anos para viabilizar o projeto. Segundo ele, a nova estrutura é resultado de “anos de experimentos, de hipóteses, de erros, de acertos, de correção e de avanços acumulados”, além do comprometimento de pesquisadores, professores, alunos e gestores envolvidos na construção do MackGraphe.

O membro do Conselho Deliberativo do IPM e presidente do Comitê Gestor do MackGraphe, Nehemias Curvelo Pereira, destacou a relevância do centro no cenário nacional. “O MackGraphe é hoje, no Brasil, o maior centro de pesquisa em produção de óxido de grafeno”, assinalou.

Segundo Nehemias, as pesquisas desenvolvidas no centro já apresentam impactos concretos em diferentes áreas, especialmente na saúde e na indústria. Ele citou, por exemplo, o desenvolvimento de sensores capazes de detectar doenças em curto prazo, contribuindo para diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficazes.

Na área industrial, o presidente do Comitê Gestor ressaltou que empresas já utilizam tecnologias desenvolvidas pelo MackGraphe para a criação de novos produtos com alcance internacional. “Nós temos, na área industrial, a aplicação do óxido grafeno desenvolvido aqui no MackGraphe com empresas que estão utilizando, já nesse momento, a nossa tecnologia para desenvolver novos produtos com alcance mundial”, declarou.