SAMU Indígena conta com participação de egressos da Escola Vital Brasil

SAMU Indígena conta com participação de egressos da Escola Vital Brasil

Antigos mackenzistas fazem parte do programa, que possui atendimento 24h e profissionais bilíngues

Equipe do SAMU Indígena. FOTO: João Risi/MS

Lançado em agosto de 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) Indígena, que opera na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, é um programa inovador de saúde voltado para população indígena da região. A Escola Presbiteriana Mackenzie Vital Brasil (EVB), mantida pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), possui uma relação muito próxima com a ação, pois boa parte dos profissionais de saúde que atuam no programa foram formados nos cursos técnicos de enfermagem da instituição.

O SAMU Indígena fica disponível 24h por dia nas proximidades de aldeias para atendimentos de urgência e emergência. Conta com uma viatura e uma equipe composta por um condutor socorrista, um técnico de enfermagem e um enfermeiro. Boa parte dos 14 profissionais da saúde que compõem o quadro técnico são indígenas e bilíngues, fluentes em português e guarani. 

A EVB possui um papel muito importante na formação dos técnicos de enfermagem da região. “Temos muitos alunos indígenas estudando na Escola Vital Brasil e isso é importante, pois eles se tornam capazes de desenvolver o trabalho de técnico de enfermagem junto à comunidade e, principalmente, mantendo os costumes, a língua e rotina da vida indígena”, explica Alexander Silva Azevedo, enfermeiro que integra a equipe do SAMU Indígena e que foi professor na escola mackenzista. 

De acordo com Azevedo, com a implantação do SAMU Indígena, a expectativa é de que os atendimentos às populações indígenas sejam mais rápidos. “Porque os condutores e os técnicos de enfermagem são locais, o que facilita muito, pois eles conhecem toda região e a área indígena lá dentro, conhecem as pessoas, então facilita muito o atendimento dentro da aldeia”, aponta. 

O SAMU bilíngue tem por objetivo aprimorar o entendimento entre os profissionais da saúde e os pacientes, reforçando o compromisso do SUS de oferecer um serviço universal, gratuito e culturalmente adequado. Cada espaço da base do SAMU 192 Indígena também recebe o nome do ambiente em guarani. Os pacientes indígenas deverão ser encaminhados para hospitais de referência da região em caso de necessidade.