Mackenzie recebe o ministro André Mendonça para congresso sobre Justiça Servidora

Ministro do Supremo Tribunal Federal falou sobre os desafios da magistratura 

24.08.202618h42 Por Guilherme Fonseca, sob orientação de Jonathas Cotrim

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Mackenzie recebe o ministro André Mendonça para congresso sobre Justiça Servidora

No dia 21 de agosto, o auditório Ruy Barbosa, campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), recebeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que participou de um congresso dedicado ao tema Justiça Servidora, no qual compartilhou reflexões sobre a atuação e os desafios de quem ocupa cargos de destaque no Judiciário, além da importância da fraternidade. 

Antes de chegar ao STF, Mendonça atuou como corregedor-geral da Advocacia-Geral da União (AGU), assessor especial da Controladoria-Geral da União (CGU) e advogado-geral da União por duas vezes. Também foi ministro da Justiça e Segurança Pública. Atualmente, integra o STF e ocupa a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Ao iniciar sua participação, o ministro agradeceu a atenção do público, formado por professores, estudantes e profissionais do sistema de Justiça. Um dos principais conceitos apresentados foi o de fraternidade. Para Mendonça, o princípio, associado historicamente aos ideais da Revolução Francesa, ocupa papel central na construção de uma sociedade mais justa. “A fraternidade está relacionada à ideia de amor ao próximo e deve caminhar ao lado da liberdade e da igualdade”, afirmou o ministro.  

Mendonça também relacionou sua visão de Justiça à filosofia de Immanuel Kant, especialmente ao conceito de “imperativo categórico”, entendido como um princípio de ação que deve possuir validade universal. A partir dessa perspectiva, o ministro falou como o amor seria o princípio central de sua interpretação cristã e a atuação jurídica deveria ter como máxima o compromisso com a Justiça. “Justiça servidora se faz com amor”, afirmou.  

Além disso, Mendonça também compartilhou sua própria experiência após chegar ao STF. Segundo ele, embora o Tribunal represente o ponto máximo do poder jurídico no país, o ministro afirmou que os primeiros anos no cargo foram marcados por dificuldades pessoais e profissionais. Para o ministro, transformar o alcance de uma posição de destaque em sinônimo de felicidade pode levar à frustração, já que o cargo também envolve responsabilidades, pressões e limitações. “Não coloque seu coração no poder”, finalizou.