Entre os dias 23 e 24 de novembro foi realizado o IV Congresso Lusófono em Comportamento Organizacional e Gestão, na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). O evento aconteceu no Auditório Reverendo Wilson Sousa Lopes e discutiu os desafios e as oportunidades de gestão de pessoas nos países lusófonos – ou seja, que falam a língua portuguesa.
Sua primeira edição foi organizada em 2011 na Universidade de Lisboa, em Portugal, promovida pelo Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP). O evento reúne acadêmicos e profissionais de países lusófonos. Entre os participantes estão Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné Bissau.
Para a professora da UPM e uma das organizadoras do evento, Maria Luísa Mendes Teixeira, a ideia é aproximar esses países para uma ajuda mútua: “Nós temos uma matriz histórica que tem um ponto comum, que é Portugal”, explica. “Também tentamos ver se existe um estilo lusófono de gerenciarpessoas e ao mesmo tempo quais são as especificidades dessa gestão em cada um dos países”.
A missão é discutir problemas comuns nos países de língua portuguesa, de acordo com o professor Miguel Pereira Lopes, diretor do CAPP, da Universidade de Lisboa. “Desde a administração do Estado, a produtividade nas empresas, a questão dos recursos humanos”, explica. “E tem outras questões da organização e do comportamento nacional, como, por exemplo, a corrupção e ineficiência”, concluiu.
O professor Kianvu Tamo, da Universidade Onze de Novembro, na Angola, diz que reconhece a importância desse evento. “Lusofonia são países, são povos”, explica. “Cada membro desse grupo tem necessidade dessa internacionalização, dessa mobilidade dentro da lusofonia para corresponder a necessidade de cada povo e estado”. Para Kianvu, ouvir outros países explicarem suas diversas realidades é um aprendizado sobre a realidade humana e a complexidade de cada país.
