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Pesquisadores mackenzistas são premiados por solução sustentável de impermeabilização com grafeno

Reconhecimento reforça a relevância da produção científica da Instituição na busca por inovação para desafios do país

08.06.202614h26 Letícia Chang, sob supervisão de Nicolly Alves

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Pesquisadores mackenzistas são premiados por solução sustentável de impermeabilização com grafeno

O Instituto Mackenzie de Pesquisas em Grafeno e Nanotecnologias (MackGraphe), conquistou o terceiro lugar na 26° edição do Concurso CBIC Inovação e Sustentabilidade com o projeto “BioPU-Grafeno: impermeabilização sustentável de alta produtividade”, na categoria Protótipos. A premiação ocorreu durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC 2026), que tem como principal objetivo reconhecer soluções tecnológicas e ambientais que avancem a industrialização sustentável da construção civil brasileira.     

Julie Anne Braun, pesquisadora do MackGraphe, destacou que a ideia para o BioPU-Grafeno surgiu de uma preocupação real no ramo da construção civil, a inovação em materiais nanoestruturados. Ela explicou que a impermeabilização é uma das etapas mais críticas de uma obra, pois qualquer falha na aplicação pode gerar prejuízos. “Ao mesmo tempo, havia o desafio de desenvolver uma solução mais sustentável, com menor dependência de matérias-primas fósseis e maior desempenho técnico”, conta Julie.

O BioPu-Grafeno é uma tecnologia ainda em desenvolvimento (TRL 5), e age como uma membrana de poliuretano vegetal nanoestruturada com derivados do grafeno, que possui o propósito de ampliar a resistência ao desgaste e diminuir o impacto ambiental da impermeabilização. Ele foi desenvolvido em parceria com a Purcom Química, a partir de uma cooperação estratégica entre a pesquisa acadêmica e a experiência industrial, o projeto ganhou vida. “O BioPU-Grafeno foi pensado para simplificar o sistema, aumentar a confiabilidade e abrir caminho para soluções mais industrializadas, inclusive com potencial para membranas pré-fabricadas”, explica a pesquisadora.

Ela ainda apontou que o principal diferencial do projeto é a união de três fatores: a sustentabilidade, o alto desempenho e a aplicabilidade industrial. “A matriz polimérica utiliza fonte vegetal, a partir do óleo de mamona, reduzindo a dependência de matérias-primas fósseis. Já os derivados de grafeno atuam como nanoestruturas de reforço, contribuindo para propriedades importantes em impermeabilização”, esclarece. 

A pesquisadora evidenciou a gratidão pela participação no concurso, e relatou como a experiência foi significativa para o diálogo do projeto diretamente com o setor produtivo da construção civil: “Para nós, esse resultado confirma que existe espaço para inovação brasileira de alto nível na construção civil, especialmente quando universidade, pesquisa aplicada e indústria trabalham de forma integrada”.  

De acordo com ela, essa conquista reforça o papel do MackGraphe como um centro capaz de transformar ciência de fronteira em soluções de potencial impacto no mercado industrial. “Para a comunidade mackenzista, o reconhecimento no concurso da CBIC evidencia a força da pesquisa desenvolvida na instituição e sua capacidade de contribuir para desafios nacionais”, conclui.   

Os pesquisadores responsáveis por essa conquista foram: Julie Anne Braun, pesquisadora do MackGraphe; Ricardo Jorge Espanhol Andrade, pesquisador do MackGraphe; Camila Maroneze, gerente de P&D do MackGraphe; Gerson Parreira, sócio-diretor da Purcom Química; Gabriela Telles, química do MackGraphe; e Matheus Dias, pesquisador do MackGraphe.