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EUA x Irã: um olhar jornalístico sobre o conflito

Palestra em celebração ao Dia do Jornalista aborda a guerra no Oriente Médio

09.04.202613h11 Guilherme Fonseca, sob orientação de Bruno Carvalho

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EUA x Irã: um olhar jornalístico sobre o conflito

Na última quarta-feira, 8 de abril, foi realizada, no auditório Reverendo Wilson, do Centro de Comunicação e Letras (CCL), no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), uma palestra em celebração ao Dia do Jornalista, com o tema Irã x EUA na cobertura jornalística. O evento contou com a participação do professor de Jornalismo da UPM, José Antônio Lima; da correspondente no Brasil do jornal francês Libération, Chantal Rayes; e do correspondente internacional Pablo Giuliano.

O encontro buscou incentivar uma leitura mais humanizada dos conflitos no Oriente Médio, em contraposição à cobertura midiática dominante, muitas vezes focada em imagens de guerra e destruição, deixando em segundo plano seus impactos sobre a população.

Durante a palestra, o professor José Antônio criticou a forma como parte da imprensa cobre esse tipo de conflito internacional. Segundo ele, falta sensibilidade na abordagem jornalística. “Falta um olhar humanizado; a mídia tem um olhar fetichista sobre a guerra”, afirmou.

Além disso, os palestrantes discutiram a relevância do jornalismo internacional como ferramenta essencial para combater desinformações e ampliar a compreensão sobre o contexto geopolítico. Para Chantal Rayes, esse campo do jornalismo é fundamental para estimular reflexões. “O jornalismo internacional é importante para trazer questionamentos em torno do que está sendo feito no âmbito geopolítico”, declarou.

Outro tema abordado foi a influência crescente da inteligência artificial na produção e circulação de informações sobre conflitos armados. Segundo os participantes, o uso excessivo dessas tecnologias pode contribuir para uma cobertura mais distante e menos sensível.

O jornalista Pablo Giuliano destacou que, diante desse cenário, é fundamental resgatar práticas tradicionais da profissão. “Nada substitui o jornalismo de rua e o contato humano”, afirmou.

Ao final do evento, os convidados compartilharam orientações para quem deseja atuar no jornalismo internacional e reforçaram princípios fundamentais da profissão, como a apuração rigorosa e o pensamento crítico. “Jornalismo é questionar, a todo momento, as nossas certezas”, concluiu Chantal.