13.05.2026 - EM
O Maio Amarelo nos convida a refletir sobre a preservação da vida no trânsito, e este mês voltamos nosso olhar para quem circula diariamente pelas áreas escolares. Para entender como podemos tornar esses trajetos mais seguros, conversamos com o professor de Engenharia Civil da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Dario Rais, que reforça que a segurança é uma construção coletiva e técnica. "Os três pilares da segurança no trânsito são engenharia, educação e fiscalização. Vias conservadas e com sinalização eficiente aliada a práticas educativas e fiscalização constante é o único caminho para a redução dos acidentes", destaca.
Uma zona escolar segura não depende apenas de uma placa, ela exige um desenho urbano que priorize quem caminha. Segundo Rais, além das sinalizações horizontais, vertical e semafórica estarem em perfeitas condições, as calçadas precisam ser funcionais e bem cuidadas, contando até com avanços de passeio nas esquinas para reduzir a distância de travessia. "A fiscalização, tanto a pessoal como a eletrônica, deve ser contínua, assim como as ações de educação para o trânsito", explica, lembrando que a infraestrutura urbana deve ser uma aliada silenciosa, mas presente, para garantir a proteção de todos os colaboradores e seus familiares.
O fator humano, no entanto, é o ponto central desta discussão, especialmente pela imprevisibilidade das crianças. O professor cita dados da ONG “Criança Segura” para alertar que os pequenos são naturalmente mais vulneráveis no entorno das escolas. "Crianças tendem à distração e seguem o comportamento dos colegas. Além disso, têm maior probabilidade do que os adultos de cometer erros devido à imaturidade", pontua Dario. Esse cenário torna indispensável que, ao passarmos por uma área escolar, nossa atenção seja redobrada e nossa velocidade reduzida, antecipando qualquer movimento inesperado.
No fim das contas, a mudança real começa na nossa atitude diária, seja como condutores ou pedestres. Respeitar os limites e a sinalização é o primeiro passo para um trânsito mais humano e transparente. "A garotada tem que entender que a calçada da escola não é quadra de esportes", reforça o professor, lembrando que a conscientização deve vir de todos os lados. Ao adotarmos uma postura preventiva e empática, garantimos que o caminho para a escola seja sempre um trajeto de aprendizado e, acima de tudo, de muita segurança para as futuras gerações.


