
19.10.2026 - EM Atualidades
A diversidade, o diálogo e a compreensão de diferentes perspectivas foram os principais temas da palestra Diversidade, complexidade e diálogo: contribuições de Edgar Morin, que ocorreu no auditório João Calvino, campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Durante o evento, o jornalista Juremir Machado refletiu sobre o legado do pensador francês e a importância de suas ideias para compreender os desafios da sociedade contemporânea.
Para Juremir, Edgar Morin representa um intelectual que alia pensamento crítico à esperança de construir uma sociedade melhor. O jornalista destacou a importância da educação nesse processo, tanto para estimular a reflexão quanto para ampliar a compreensão sobre o mundo. “Me parece ter sido um exemplo de intelectual, intelectual ao mesmo tempo crítico, analítico e também um homem que pregava a esperança”, afirmou.
Nascido em 1921, em Paris, Edgar Morin é filósofo e sociólogo francês reconhecido por desenvolver o pensamento complexo, abordagem que propõe compreender a realidade a partir das relações entre diferentes conhecimentos, fatores e perspectivas. Essa visão questiona explicações simplistas e considera que os fenômenos sociais são influenciados por múltiplas causas.
Ao comentar essa perspectiva, Juremir ressaltou que a vida em sociedade reúne diferentes pontos de vista e fatores que precisam ser analisados em conjunto. “A vida em sociedade é complexa. E complexidade quer dizer que várias coisas convivem, coabitam”, explicou o jornalista, defendendo a importância de ponderar diferentes perspectivas para compreender os acontecimentos.
A diversidade também foi destacada como um valor fundamental na atualidade, incluindo diferenças de gênero, raça, região e posicionamento político. Nesse contexto, Juremir apontou a universidade como um espaço privilegiado para a convivência entre diferentes conhecimentos e visões de mundo. “A universidade é, por natureza, um espaço de diversidade”, afirmou.
Ao falar sobre a influência de Morin em sua trajetória, o jornalista destacou a importância de reconhecer que não existem verdades únicas para explicar a sociedade. Para ele, considerar diferentes perspectivas não significa ignorar os erros ou aceitar extremismos, mas buscar uma compreensão mais ampla da realidade. A palestra reforçou, assim, o papel do diálogo, da educação e do pensamento crítico na construção de uma sociedade mais consciente e aberta às diferenças.
O evento foi organizado pelos programas de Stricto Sensu da UPM, Mestrado Profissional em Comunicação (MPCom), Programa de Pós-graduação em Letras (PPGL) e Programa de Pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura (PPGEAHC).





