Em Aula Magna, Desembargador do TJRJ conversa sobre carreira jurídica

Aos alunos da Faculdade Mackenzie Rio, magistrado elaborou traça roteiro para o sucesso na carreira jurídica  

14.04.202618h02 Comunicação - Marketing Mackenzie

Compartilhe nas Redes Sociais

Em Aula Magna, Desembargador do TJRJ conversa sobre carreira jurídica

A Aula Magna do curso de Direito da Faculdade Presbiteriana Mackenzie (FPM) Rio, realizada na quarta-feira, 08 de abril, contou com palestra proferida pelo desembargador do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Guilherme Peña de Moraes. No evento, ele abordou a vida do profissional do graduado em Direito, mostrando os passos que o aluno deve dar até o momento da formatura e ingresso no mercado de trabalho.

Ao aprofundar as orientações sobre a jornada acadêmica, o desembargador utilizou uma analogia inspirada no livro do atleta Michael Jordan, enfatizando que, em momentos de dificuldade, o aluno deve “voltar ao básico”. Para ele, o “básico” representa tanto a simplicidade de revisar os princípios fundamentais do Direito quanto o retorno às origens — o ambiente acadêmico, onde se constroem as primeiras relações de amizade e contatos profissionais duradouros.

Sobre a etapa prática, o palestrante sugeriu que os alunos busquem estágios com grande abrangência temática, evitando a especialização precoce. Ele citou instituições referenciais no Rio de Janeiro que por sua tradição e seletividade, permitem ao estagiário atuar em diversas áreas do Direito, proporcionando uma visão sistêmica da área. Sobre o Exame de Ordem, ele aconselhou uma escolha estratégica da disciplina de segunda fase, destacando a relevância do Direito Público (Constitucional, Administrativo e Tributário), área que tem ganhado protagonismo devido ao fenômeno da judicialização e ativismo do Supremo Tribunal Federal.

Por fim, Peña elencou três capacidades que considera cruciais para o profissional do futuro: o domínio de línguas estrangeiras para a inserção em um mercado globalizado, a destreza no uso da Inteligência Artificial, ressaltando que ela já é uma realidade nos tribunais e deve ser utilizada como uma ferramenta que potencializa o trabalho humano, desde que respeitados os limites éticos; e a gestão de pessoas, reforçando que “o jurista moderno precisa ser, acima de tudo, um gestor capaz de liderar equipes com empatia e segurança”, apontou.

O coordenador do Direito da FPM Rio, professor Antonio Renato Cardoso da Cunha, destacou que o currículo da faculdade passa por constantes revisões, já tendo sido incluída a disciplina Inteligência Artificial e Ferramentas Corporativas. “Tal medida busca fornecer ao aluno novas competências formativas”, afirmou.