AI Talks 12ª Edição: Infraestrutura para Inteligência Artificial

Encontro reuniu especialistas em IA para debater seus desafios operacionais no mercado

01.09.202612h42 Comunicação - Marketing Mackenzie

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AI Talks 12ª Edição: Infraestrutura para Inteligência Artificial

No dia 24 de agosto, ocorreu a 12ª edição do AI Talks, evento promovido pela Faculdade de Computação e Informática (FCI) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), que reuniu especialistas para discutir os desafios tecnológicos, operacionais e estratégicos envolvidos na transformação da Inteligência Artificial (IA) em valor efetivo para as organizações.

O encontro teve como tema “Infraestrutura para Inteligência Artificial” e foi conduzido por Tatiana Oliveira, estrategista e advisor de IA, inovação e transformação digital, e Dirceu Matheus Junior, tutor de extensão da FCI, reforçando o compromisso da instituição com a disseminação do conhecimento e a aproximação entre academia, mercado e inovação.

A primeira apresentação foi realizada por Bruno Jardim, CTO e cofundador da PowerOfData, que abordou os fundamentos da infraestrutura que sustenta os modelos modernos de IA. Foram explorados temas como processamento em GPU, modelos de linguagem de grande escala (LLMs), treinamento e inferência, demonstrando que as respostas geradas por sistemas de IA são resultado de uma complexa cadeia tecnológica composta por dados, poder computacional, algoritmos e mecanismos avançados de processamento. Também foram discutidos os diferentes cenários de adoção de modelos por meio de APIs de mercado ou de infraestrutura própria, destacando os impactos relacionados a desempenho, segurança, governança e custos operacionais.

Na sequência, Bruno Giannella, Superintendente de Tecnologia, apresentou a palestra “Modelo é commodity, plataforma é vantagem”, defendendo a tese de que o diferencial competitivo das organizações não está mais no acesso aos modelos de IA, que se tornam cada vez mais acessíveis ao mercado, mas na capacidade de estruturar uma plataforma corporativa capaz de colocar soluções de IA em produção com segurança. Segundo o palestrante, o verdadeiro desafio deixou de ser tecnológico e passou a ser operacional, exigindo uma arquitetura que permita administrar agentes de IA de forma padronizada e sustentável.

Foram apresentados os principais componentes dessa arquitetura, incluindo mecanismos de governança, controle de identidade e permissões, rastreabilidade das decisões, observabilidade, monitoramento de custos, catálogos de agentes e gateways de IA responsáveis por gerenciar múltiplos modelos, políticas de segurança e auditoria. Também foi enfatizada a importância da qualidade dos dados e do respeito aos controles de acesso corporativos, garantindo que os sistemas de IA utilizem apenas informações autorizadas para cada usuário.

Outro ponto destacado foi a necessidade de tratar agentes de IA como ativos corporativos, submetidos a processos de avaliação, testes, monitoramento contínuo e gestão de riscos. A apresentação reforçou que iniciativas isoladas e experimentais dificilmente alcançam escala empresarial sem uma fundação sólida, composta por dados, infraestrutura, governança e processos de operação bem definidos.

Como principal conclusão do evento, destacou-se que, embora os modelos de IA possam ser contratados no mercado, a capacidade de gerar valor sustentável depende da construção de uma plataforma própria. Em outras palavras, o diferencial competitivo não reside apenas na tecnologia utilizada, mas na capacidade de integrá-la de forma segura, eficiente e alinhada aos objetivos do negócio.

O professor Dirceu Matheus Junior, organizador do evento, ressaltou que a realização de iniciativas como o AI Talks fortalece o papel da UPM como protagonista na discussão dos temas mais relevantes da transformação digital. A instituição contribui para a formação de profissionais preparados para os desafios da nova economia digital, além de consolidar um ambiente fértil para a inovação, a pesquisa aplicada e a geração de conhecimento de impacto para a sociedade.