A Faculdade Presbiteriana Mackenzie (FPM) Rio iniciou nesta segunda-feira, dia 02, os cursos das Jornadas Acadêmicas e durante o encontro de Psicologia, a professora e psicóloga Juliana Ramos falou sobre a Síndrome de Burnout. O encontro reforça o quanto as empresas precisam cuidar melhor de seus funcionários e proporcionar um ambiente de trabalho saudável, tendo em vista que essa síndrome se caracteriza pelo esgotamento físico e emocional provocado pelo estresse crônico laboral (no trabalho).
Durante a aula, a professora explicou que o burnout não surge de forma repentina, mas é resultado de um processo prolongado de exaustão, associado à pressão constante, à cobrança excessiva por resultados e à dificuldade de estabelecer limites entre vida pessoal e profissional. “O burnout não é sinal de fraqueza individual, mas uma resposta do organismo a um contexto de trabalho adoecedor, no qual a pessoa passa a funcionar no limite por muito tempo”, destacou Juliana.
Segundo a psicóloga, algumas ocupações têm apresentado maiores índices de desenvolvimento da síndrome, como profissionais que trabalham em instituições bancárias, profissionais de teleatendimento, professores, motoristas de ônibus e de caminhão, bem como profissionais da saúde em geral. Como características destas ocupações, as metas rigorosas e o contato direto com o público pode oferecer explicações sobre o porquê tais categorias acabam sendo mais numerosas no desenvolvimento do burnout. “São áreas em que o nível de exigência é alto e, muitas vezes, o reconhecimento emocional não acompanha o esforço despendido. Essa sobrecarga profissional de bater metas, entregar resultados a todo momento impacta diretamente na saúde mental e como consequência nas relações interpessoais”, explicou.
Ao longo da aula, também foi falado sobre os sinais que a pessoa começa a dar até quando a síndrome se instala por completo, como cansaço constante, irritabilidade, queda de produtividade, isolamento, dificuldade em se concentrar, ausências no trabalho, baixa autoestima profissional e até mesmo sensação de incompetência. “Quando o trabalho deixa de fazer sentido e passa a gerar apenas sofrimento, é um alerta importante que precisa ser ouvido”, afirmou Juliana.
Como forma de prevenção, a professora Juliana ressaltou a necessidade de mudanças tanto individuais quanto organizacionais. Entre as orientações estão, além de buscar atendimento especializado, incluir exercícios de respiração, relaxamento e eventualmente alternativas internas na organização para a mudança de área e de atividade, caso seja possível.
Para quem desconfia que está com burnout, o primeiro passo é buscar ajuda profissional. A psicoterapia, por exemplo, pode oferecer ferramentas e recursos pessoais para o enfrentamento dos sintomas, que podem possibilitar o retorno ao trabalho ou até mesmo buscar alternativas para não retornar ao ambiente que levou ao adoecimento.
A profissional deixou a seguinte pergunta para reflexão: O que as empresas precisam ajustar para que as pessoas parem de sofrer? As Jornadas Acadêmicas da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio reúnem uma programação diversa, com aulas, palestras e atividades gratuitas voltadas para estudantes, profissionais e o público em geral, promovendo debates atuais e relevantes para a formação acadêmica e humana. Mais informações, acesse o link: https://www.sympla.com.br/evento/jornadas-academicas-2026-1/3284483
