Na sexta-feira, 14 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, tomou posse como membro da Academia Mackenzista de Letras (AML), em cerimônia promovida no Auditório MackGraphe, campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).
A abertura do evento foi realizada pelo chanceler Gildásio Reis, que destacou a importância de receber o ministro na AML. Para ele, essa nomeação demonstra o valor do conhecimento literário para o Mackenzie. “Nós estamos dando posse a um novo acadêmico, André Mendonça, que também, é reconhecido pela sua competência, tanto no campo jurídico, como também na produção literária. Hoje o Mackenzie está muito feliz por causa desse evento”.
A AML é a primeira Academia do Brasil vinculada à uma universidade, e cada uma de suas 40 cadeiras vitalícias possui uma personalidade histórica do Mackenzie como patrono. Seus membros são proeminentes do saber em qualquer área do conhecimento, e devem possuir fortes conexões com a UPM, como graduação, magistério ou direção.
Para o reitor da UPM e presidente honorário da AML, Marco Tullio de Castro Vasconcelos, a chegada do ministro à Academia possui um significado que vai além da honra. “Para nós, do Mackenzie, a chegada do mais novo confrade à Academia tem um significado que vai além da honraria. É a aproximação de uma trajetória marcada pelo Direito, pela vida pública e por valores que também fazem parte da nossa história institucional”, disse.
O presidente da AML, Nelson Câmara, explicou que a Academia está interligada aos ramos do conhecimento, e receber um importante acadêmico que também é ministro do STF na organização demonstra o comprometimento do Mackenzie com a educação. “Pelo Estatuto, todos nós somos imortais, e mais imortais ainda pelas obras que podemos realizar”.
O termo de posse de André Mendonça foi lido pelo professor emérito da UPM e membro da AML, Ives Gandra, que evidenciou o encontro entre as Letras e o Direito, uma característica do trabalho do ministro. “Com a chegada da nossa eminente Academia, que tem na Suprema Corte valorizado o papel do magistrado, batalhando arduamente para a moralização da justiça e lutando pelo objetivo maior do Direito, a AML a fica mais rica no cumprimento de seu papel cultural”.
Após ser empossado na AML oficialmente, Mendonça agradeceu a oportunidade e salientou o mérito de ser parte de uma instituição que cuida e educa as pessoas, transformando vidas através do conhecimento. “O Mackenzie não trabalha só com a mente, ele também trabalha com o coração, com a alma, com a transformação de ser. No Mackenzie não se ensina o conhecimento para ter, mas sim para ser”, contou.
Diretor de Finanças do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), José Paulo Fernandes Júnior, ressaltou a importância da AML para manter a história do Mackenzie viva, por representar o aspecto intelectual dos membros da instituição. “Ficam registrados pessoas que têm um legado maravilhoso, que têm uma formação, que têm contribuições na área do conhecimento cruciais para a academia”.
Ao final do evento, o ministro, que também é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, mantenedora do IPM, relatou a magnitude de poder integrar a AML, por poder carregar o nome da IPB dentro de um ambiente acadêmico, que pensa e transforma a sociedade. “É uma mescla de honra com responsabilidade. Eu tenho certeza que traz uma grande edificação para a minha vida é uma possibilidade de, junto com os demais membros da academia, pensar o Brasil de forma responsável e séria”.
Para o vice-presidente do Conselho Deliberativo do IPM, Mauricio Melo de Meneses, a integração de um novo membro acadêmico na AML é enriquecedor. “A figura dele como professor do Mackenzie e o que ele representa para o Brasil, é de extrema importância, porque o Mackenzie nasceu com essa essência, a palavra de Deus”







