21.09.2026 - EM Nossos Talentos
A trajetória escolar de Kelly Chrockatt de Sá Dantas, antiga aluna do Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília (CPMB), chegou a um resultado que reúne preparação, constância e diferentes experiências acadêmicas: 36 aprovações em processos seletivos de universidades públicas brasileiras. Formada no Ensino Médio em 2025, Kelly atualmente cursa o segundo semestre de Ciências Econômicas na Universidade de Brasília (UnB), instituição que escolheu entre as diversas possibilidades abertas pelos resultados obtidos.
A relação das aprovações reúne diferentes modalidades de seleção, entre elas vagas por olimpíadas acadêmica, resultados do Enem, PAS, Sisu e processos baseados em desempenho escolar ou no aproveitamento de vagas remanescentes. PAS e Sisu são modalidades independentes de seleção: o Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS/UnB) utiliza o desempenho acumulado nas etapas do programa, enquanto o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) utiliza resultados do Enem para selecionar candidatos em instituições públicas participantes. Seis resultados foram conquistados por meio de modalidades de vagas de olimpíadas de conhecimento.
A experiência acumulada ao longo dos anos, aliada à preparação oferecida pelo CPMB, ajudou Kelly a desenvolver não apenas conhecimentos específicos, mas também estratégias para lidar com provas, desafios e escolhas acadêmicas.
Formação ao longo dos anos
Kelly ingressou no Mackenzie Brasília em 2015 e permaneceu na instituição durante o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Desde os primeiros anos, teve contato com as olimpíadas do conhecimento, inicialmente incentivada pela família e, posteriormente, também pelo próprio ambiente escolar.
A participação ganhou intensidade ao longo da formação. Kelly passou a encarar as olimpíadas como uma maneira de sair da zona de conforto, aprofundar conteúdos e desenvolver novas formas de estudar. No Ensino Médio, essa experiência também se relacionou diretamente à preparação para os vestibulares.
O Centro de Treinamento Olímpico (CTO), voltado à preparação de estudantes para olimpíadas do conhecimento em diferentes áreas, foi um dos espaços que fizeram parte dessa trajetória. A proposta envolve aprofundamento de conteúdos, preparação específica e acompanhamento dos estudantes, ampliando as possibilidades de aprendizagem para além da rotina regular de sala de aula.
Na terceira série, Kelly passou também a atuar como monitora do CTO. A experiência, segundo ela, contribuiu para desenvolver uma postura mais segura diante de situações de prova e desafios acadêmicos.
“Eu acho que é essa coisa de não desistir na hora da prova. Muitas vezes você vai ver coisas que não conhece ou que viu, mas não lembra exatamente. Você tem que se forçar a continuar a prova e saber o momento de voltar”, relata Kelly.
A experiência com as olimpíadas teve ainda impacto direto em parte dos resultados obtidos nos processos seletivos. Ao todo, seis das aprovações foram conquistadas por modalidades de vagas olímpicas, oferecidas por universidades que utilizam critérios próprios relacionados ao desempenho dos estudantes em competições acadêmicas. Entre elas estão resultados obtidos com desempenho na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) e Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).
Estudos e dança
A preparação para os vestibulares não significou, para Kelly, abandonar atividades que faziam parte de sua vida. A dança, especialmente o balé, continuou presente durante o período de estudos.
Ela atribui ao aprendizado desenvolvido no Projeto de Vida parte importante dessa capacidade de organizar prioridades. A proposta, vivenciada por Kelly durante sua formação no CPMB, também a ajudou a compreender que preparação acadêmica e vida pessoal não precisavam ser tratadas como escolhas excludentes.
“Eu tentava aproveitar ao máximo meu tempo na escola para já conseguir fazer todos os estudos que precisava. E aí, para eu conseguir depois ir para o balé e não desistir, eu fazia o máximo”, conta.
Em algumas ocasiões, a organização da rotina chegou a exigir soluções pouco convencionais. Kelly lembra que chegou a fazer provas antes de apresentações de balé para conseguir conciliar os dois compromissos.
A estratégia, segundo ela, era organizar o tempo para concentrar o esforço nos momentos necessários e preservar também períodos de descanso, convivência familiar e atividades de que gostava.
Referência na família
A família teve participação importante na trajetória, tanto no apoio à rotina de estudos quanto no processo de escolha profissional. Nesse contexto, a irmã mais velha, Karen Chrockatt de Sá Dant, ocupou um lugar especial como referência. Também aluna do Mackenzie, conciliava estudos com atividades extracurriculares. Hoje, Karen está em Ribeirão Preto, onde cursa mestrado em genética na Universidade de São Paulo (USP).
Para Kelly, acompanhar essa trajetória desde cedo ajudou a construir a percepção de que era possível buscar diferentes caminhos. Mesmo sem, necessariamente, abrir mão das atividades que faziam parte de sua vida. “Ela sempre foi uma estudante focada e já tinha um modelo. Eu pensava: ‘ela conseguiu e eu também quero conseguir’. Eu vou seguir o mesmo caminho!”, lembra Kelly.
Muitas possibilidades, uma escolha
A lista inclui aprovações em instituições como Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em cursos de diferentes áreas. Entre os resultados estão Nutrição na Unicamp, Física Biomolecular na USP, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia e Física Médica na Unesp, Engenharia Ambiental e Sanitária na UFC, Engenharia Civil na UFPE e Engenharia de Materiais na UFSC.
A decisão por Economia na UnB foi construída a partir de interesses que Kelly desenvolveu ao longo da formação e da possibilidade de aproximar diferentes áreas de interesse. A dança, por exemplo, continua fazendo parte de sua vida e, também, dialoga com a maneira como ela enxerga possibilidades futuras para sua formação. “Eu gosto muito de dança e acho que a economia pode me ajudar a entender esse mercado, entender como funciona, como as pessoas trabalham nessa área”, conta.
Para Ênio César de Moraes Fontes, coordenador do Ensino Médio do CPMB e um dos professores que acompanharam a trajetória de Kelly, a quantidade de possibilidades abertas pelos resultados tornou o processo de decisão mais complexo. “O caminho que ela trilhou é digno de destaque, porque não é muito comum. Ela foi construindo essa trajetória e hoje tem muitas possibilidades pela frente. Destaco também a maturidade para lidar com tudo isso, porque, quando as escolhas são muitas, o processo decisório pode se tornar mais complicado”, afirma Ênio.
A escolha, portanto, não representou apenas a definição de um curso entre dezenas de opções. Foi também o resultado de um processo de autoconhecimento desenvolvido ao longo da vida escolar.
Hoje, no segundo semestre de Ciências Econômicas da UnB, Kelly começa uma nova etapa da trajetória acadêmica. A experiência acumulada no CPMB, porém, permanece como parte de sua formação e também como referência para estudantes que ainda estão percorrendo o mesmo caminho.
Experiência que inspira
Foi justamente essa possibilidade de compartilhar a experiência com estudantes que motivou o convite para Kelly retornar ao CPMB e conversar sobre sua trajetória. No Núcleo de Alta Performance, ela participou de uma entrevista com Ênio para contar aos alunos do Ensino Médio como organizou os estudos, enfrentou os processos seletivos e tomou decisões diante de tantas possibilidades.
Para o coordenador, existe um valor específico em ouvir alguém que acabou de passar pela experiência que os atuais estudantes estão começando a viver. “O professor falar tem um peso, o peso da experiência de quem forma, mas a aluna falar tem outro, porque ela acabou de vivenciar aquilo que muitos estudantes estão vivendo”, explica Ênio.
A história de Kelly reúne, assim, diferentes dimensões da formação oferecida pelo CPMB: o aprofundamento acadêmico proporcionado pelas olimpíadas e pelo CTO, a orientação para escolhas no Projeto de Vida, a preparação para processos seletivos e a construção de uma rotina que também preservou espaço para a dança, a família e os amigos.
Mais do que o número de aprovações, a trajetória evidencia um processo construído ao longo de anos, baseado em hábitos de estudo, desafios acadêmicos, orientação e capacidade de fazer escolhas.
Para quem ainda está no Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, Kelly resume sua experiência em três ideias: manter o equilíbrio, aceitar desafios e aproveitar a caminhada.
“Mesmo quando eu estava no Ensino Médio, nunca deixei de fazer a dança, que é uma coisa de que gosto muito. É um momento que eu tenho para relaxar, tirar o foco dos estudos e focar em uma coisa que traz lazer”, aconselha.
Aos 36 resultados alcançados, soma-se agora uma nova etapa: a formação em Economia na UnB e a continuidade de uma trajetória que começou ainda nos primeiros anos de escola e que, para Kelly, está longe de terminar.
A trajetória também é apontada pelo diretor do CPMB, Alexandre Almeida, como exemplo das possibilidades oferecidas pela escola aos estudantes: “O Colégio oferece condições e qualidade para que o aluno desenvolva seu potencial e possa brilhar em qualquer lugar do mundo. A história da Kelly mostra o que pode acontecer quando o estudante aproveita essas oportunidades”.










