Entre os dias 21 e 25 de setembro, a CYBERSEC LAB (Laboratório de Segurança Cibernética) da Faculdade de Computação e Informática (FCI), da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), participou da oitava edição do Exercício Guardião Cibernético, em Brasília. O evento organizado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética, tem como objetivo simular ataques virtuais para promover a cooperação entre instituições públicas e privadas para enfrentar diferentes cenários.
O professor da FCI, Rodrigo Cardoso Silva, explicou que essa foi a segunda participação da UPM no Guardião Cibernético. Na edição do ano passado, o Mackenzie apresentou um ótimo desempenho e foi convocado novamente. “A participação é muito importante, pois insere os estudantes em um ambiente que simula crises cibernéticas capazes de afetar infraestruturas críticas e serviços essenciais do país”.
Os alunos participaram de diversos exercícios que avaliaram suas respostas em situações de crise, tomada de decisões, continuidade operacional, cooperação institucional e comunicação em situações de elevada pressão.
O professor contou que os estudantes precisaram enfrentar diferentes situações desafiadoras para testar seus conhecimentos, o que foi fundamental para que eles compreendessem que uma crise cibernética não envolve somente uma equipe técnica, mas sim a coordenação entre todas as áreas para garantir o resultado esperado. “A dinâmica demandou a articulação entre gestores, especialistas em segurança, áreas jurídicas, comunicação institucional, órgãos reguladores, Forças Armadas e empresas responsáveis por serviços essenciais”.
Ainda completou que o exercício é uma excelente prática para complementar os conhecimentos passados em sala de aula, que oferece os fundamentos, métodos e ferramentas, mas o Guardião Cibernético mostra aos alunos como lidar com situações da vida real e a importância de saber agir sob pressão.
Para o professor, o exercício permite que a universidade compreenda as necessidades concretas do país e aplique na rede de ensino, pesquisa e extensão. Já para a CYBERSEC LAB, essa participação ajuda a orientar novos estudos, aperfeiçoar trabalhos acadêmicos e preparar profissionais para as demandas do país. “Trata-se de uma integração efetiva entre academia e sociedade, com impacto direto na formação dos alunos e no fortalecimento da resiliência cibernética do Brasil”, finalizou Rodrigo.
A FCI busca preparar profissionais com competências específicas em segurança cibernética, além da formação convencional, a partir do desenvolvimento em capacidades técnicas, estratégicas e comportamentais para atuar em ambientes críticos, garantindo uma formação de qualidade ao aluno.
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