Desde sua fundação, em 2016, o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (Mackliber) contribui ativamente para a sociedade brasileira por meio da produção de conhecimento, da realização de pesquisas aplicadas e da ampliação do debate sobre liberdade econômica no Brasil. Entre suas principais iniciativas está o Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual (IMLEE), que mede e analisa os níveis de liberdade econômica nos estados brasileiros.
Lançado em 2017, o índice foi pioneiro na mensuração sistemática da liberdade econômica em nível estadual no Brasil, permitindo comparar as condições institucionais e econômicas das unidades da federação. A décima edição do indicador, que apresenta os dados referentes a 2025, será divulgada no dia 11 de novembro, durante o X Fórum Mackenzie de Liberdade Econômica.
Segundo o professor Vladimir Maciel, coordenador e pesquisador do Centro e docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), o índice representa um marco na trajetória da instituição por trazer uma abordagem empírica a um tema que, até então, tinha pouca sistematização no país. “Trata-se da primeira iniciativa sistemática de mensurar a liberdade econômica no Brasil em nível subnacional, trazendo para o debate nacional uma abordagem baseada em dados e evidências empíricas”, destaca.
Coleta e organização dos dados
O IMLEE é composto por três dimensões: gastos dos governos subnacionais; tributação nas unidades da federação; e regulação dos mercados estaduais de trabalho. Todos os anos, a partir de agosto, o Mackliber inicia o processo de coleta e organização dos dados. O trabalho é realizado por uma equipe composta por Vladimir Maciel e pelos pesquisadores Julian Portillo e Gabriel Grillo, além de contar com a participação de alunos da graduação da UPM que desenvolvem atividades junto ao Centro de pesquisa.
Os dados coletados pela equipe do Mackliber são provenientes de diversas fontes oficiais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que fornece informações sobre população e renda dos estados; a Secretaria do Tesouro Nacional, responsável por disponibilizar informações sobre as execuções orçamentárias de estados e municípios; e o Ministério do Trabalho e Emprego, que fornece dados sobre os mercados estaduais de trabalho. Da Receita Federal, são obtidas informações sobre a arrecadação por unidade da federação. Além disso, os Diários Oficiais dos Estados também são consultados para a coleta de dados sobre os salários mínimos regionais. As informações são obtidas eletronicamente, nos sites das respectivas instituições.
A relevância do IMLEE
Maciel explica que o índice auxilia os entes federativos ao oferecer uma medida objetiva da qualidade do ambiente institucional e regulatório de cada estado, permitindo identificar os fatores que favorecem ou restringem a atividade econômica. “Ao comparar o desempenho dos estados em dimensões relacionadas ao tamanho do governo, à eficiência regulatória e à liberdade de mercado, o índice fornece diagnósticos que ajudam gestores públicos a compreender quais aspectos da estrutura institucional demandam reformas ou aperfeiçoamentos”, afirma.
Na prática, o IMLEE funciona como uma ferramenta de benchmarking, permitindo que governos estaduais comparem seu desempenho com o de outras unidades da federação e identifiquem boas práticas já adotadas por estados com melhores resultados. Isso contribui para orientar políticas voltadas à simplificação regulatória, à redução de custos burocráticos, à melhoria do ambiente de negócios e ao fortalecimento da segurança jurídica.
“Além disso, o acompanhamento da evolução do índice ao longo do tempo possibilita avaliar os efeitos de reformas e políticas públicas já implementadas”, analisa Vladimir Maciel. O indicador possui uma série histórica que remonta a 2003, o que permite aos gestores verificar se determinadas mudanças institucionais estão efetivamente contribuindo para tornar o ambiente econômico mais favorável ao investimento, ao empreendedorismo, à geração de empregos e ao crescimento econômico.
Outro aspecto relevante é que o índice facilita o diálogo entre governos, setor privado e sociedade civil, ao traduzir temas complexos relacionados à liberdade econômica em indicadores mensuráveis e comparáveis. “Isso permite que o debate sobre desenvolvimento econômico seja conduzido com maior base empírica e menos dependente de percepções subjetivas”, aponta Maciel, ao destacar a importância do IMLEE para o desenvolvimento da economia nacional como um todo.
Índice permite análise da economia brasileira
O coordenador do Mackliber aponta que, todos os anos, a divulgação do IMLEE apresenta um panorama da economia brasileira, que pode ser sintetizado em três aspectos. O primeiro é que o nível médio de liberdade econômica das unidades da federação é medíocre, o que reflete o resultado do indicador nacional. “Ou seja, há muito a ser feito para melhorar a liberdade econômica e, por conseguinte, o ambiente para empreender, consumir e trabalhar”, explica Maciel.
O segundo aspecto diz respeito aos padrões regionais. “Em linhas gerais, Sudeste e Sul são ambientes de maior liberdade econômica do que Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, afirma o coordenador.
Por fim, a análise da série histórica revela quais unidades da federação apresentam uma visão clara de futuro, algo que vai muito além das diferentes políticas partidárias e dos mandatos dos governantes, uma vez que demonstram trajetórias mais consistentes de promoção da liberdade econômica. O coordenador do Mackliber aponta Espírito Santo e Santa Catarina como exemplos de estados com consistência no estímulo à liberdade econômica.
Índice de 2026
Nos dias 11 e 12 de novembro, durante o X Fórum Mackenzie de Liberdade Econômica, será divulgado a edição de 2026 do Índice Mackenzie de Liberdade Econômica. Para participar do evento, faça sua inscrição aqui.
Serviço
X Fórum Mackenzie de Liberdade Econômica
Data: 11 e 12 de novembro
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie campus Higienópolis
Inscrições e programação: clique aqui






