Universidade Mackenzie e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região assinam acordo de cooperação

Proposta tem como objetivo aproximar o judiciário da UPM, a partir de uma plataforma para não falantes do português

05.01.202611h19 Letícia Chang, sob supervisão de Nicolly Alves

Compartilhe nas Redes Sociais

Universidade Mackenzie e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região assinam acordo de cooperação

No dia 09 de dezembro, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), as Seções Judiciárias de São Paulo e Mato Grosso do Sul, assinaram um acordo de cooperação com o objetivo de criar uma aproximação democrática do judiciário com a UPM.  

O acordo deriva de um projeto da Faculdade de Direito (FDir) da UPM, consolidado no grupo de pesquisa Fundamentos do Processo Civil Contemporâneo. O propósito do projeto é a criação de uma plataforma voltada para o auxílio e aproximação de pessoas que não falam a língua portuguesa, e necessitam de ajuda com a interpretação linguística jurídica brasileira. A plataforma está sendo desenvolvida pela Faculdade de Computação e Informática (FCI) da UPM e o TRF3. 

O reitor da UPM, Marco Tullio de Castro Vasconcelos, destacou que o projeto facilita a identificação de pessoas que poderão apoiar a Justiça com confiabilidade. “Ele tem como objetivo facilitar o trabalho da Justiça através da conexão com pessoas que são intérpretes, para apoiar no diálogo entre os seus juízes, desembargadores e pessoas envolvidas na lei”, contou. 

Vasconcelos também destacou a forte conexão que o projeto gera entre a Justiça e a Universidade, e que tornará a prestação de serviço para aqueles que necessitam cada vez mais efetiva. “Eu acredito que isso melhora a capacidade da Justiça de prestar o seu serviço e abre uma oportunidade muito boa para a Universidade, como pesquisa ou como extensão, de elevar o seu conhecimento”, disse o reitor. 

O desembargador e presidente do TRF3, Carlos Muta, ressaltou a importância dessa cooperação entre as duas instituições, evidenciando o prestígio da participação do TRF3 na formação dos alunos com atividades judiciárias. “Sobretudo, nós podermos propiciar aos estudantes a percepção das atividades judiciárias, com a união de forças de ambas as instituições para construir soluções melhores para o país no âmbito judiciário”, relatou. 

A professora da FDir e chefe de Gabinete da reitoria, Andrea Caraciola, destacou como o projeto representa o DNA do Mackenzie a partir de sua inovação tecnológica e solidariedade. “Todos esses valores da Universidade Presbiteriana Mackenzie estão registrados nesse projeto, no sentido de uma aproximação democrática do Judiciário com a Universidade”, disse. 

Estavam presentes no evento o presidente do TRF3, desembargador Carlos Muta; o presidente eleito do TRF3, Johonsom Di Salvo; o diretor do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Paulo Cesar Conrado; a diretora do Foro de Mato Grosso do Sul, Monique Marchiori; e o juiz federal, Paulo Cesar Neves Júnior.