Saúde e Bem-Estar

Mackenzie Brasília doa máscaras de proteção para médicos e enfermeiros

Equipamentos são produzidos em máquina de impressão 3D de Espaço Maker

14.04.202016h21 Comunicação - Marketing Mackenzie

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Para ajudar no combate ao coronavírus, a Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília e o Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília (CPMB) realizam a doação de máscaras para médicos e enfermeiros do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Distrito Federal. Os equipamentos foram produzidos em duas impressoras 3D do CPMB e servem como proteção facial completa aos funcionários da saúde. Até o momento, 20 máscaras já foram entregues pela Instituição ao hospital. A quantidade consegue suprir a necessidade de quatro salas hospitalares, incluindo Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), os Prontos-Socorros e os Centro Cirúrgicos.

Os profissionais da saúde utilizam o Equipamento de Proteção Individual (EPI), batizado de Face Shield, ou escudo de rosto, na etapa de intubação - procedimento que permite o acesso à traqueia em casos de dificuldade respiratória - dos pacientes infectados pelo coronavírus. O utensílio oferece mais segurança aos especialistas, protegendo a face por completo, e aumenta a vida útil das chamadas máscaras N95, que cobrem o nariz e a boca apenas. As máscaras especiais podem ser esterilizadas com álcool, e podem ser reutilizadas. 

Na produção das Face Shield, os arquivos com extensão STL, próprios para impressoras 3D, são impressos, higienizados, acoplados a uma folha de acetato, que representa o Shield (escudo), e na parte posterior do equipamento é instalada uma borracha para a regulagem de tamanho. O tempo de fabricação é de cerca de 1 hora e 40 minutos. 
 
O HRAN faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe a maioria dos casos mais graves provocados pela covid-19, no Distrito Federal e nas regiões próximas. O hospital foi totalmente esvaziado e passou a atender apenas cidadãos com a doença. Nas próximas semanas, mais máscaras do estilo Face Shield serão doadas pelo Mackenzie. 

A iniciativa da impressão das máscaras partiu da professora do CPMB responsável pelo Science Technology Engineering and Math (STEMack), Marianna Brandão. A docente descobriu no hospital um déficit no número desses EPIs e encontrou uma forma para ajudar a resolver a situação.

Marianna participa de um grupo de educadores atuantes nos chamados Espaços Maker, que são salas com equipamentos e formatos especiais nas quais os alunos desenvolvem habilidades diversas que vão além das aulas expositivas. Nas salas Maker, os docentes estimulam os estudantes a construírem saídas criativas, inovadoras e tecnológicas para problemas do cotidiano. Usualmente, as Maker Room são equipadas com ferramentas multiuso, impressoras 3D, cortadoras a laser, hardware de programação e computadores de última geração. Neste período difícil pelo qual passamos, os professores discutem, juntos, soluções passíveis de projeção e desenvolvimento dentro desses ambientes, a exemplo das máscaras Face Shield

“Nesse grupo, conseguimos alguns projetos de máscaras em código aberto, ou seja, arquivos que qualquer pessoa pode editar e imprimir na sua própria impressora 3D. Eu trouxe alguns para o Mackenzie para trabalhar uma proposta que atendesse à demanda do hospital”, explica a docente. 

A professora contou com a ajuda do estudante Ícaro Ogêda, do 1º ano, que adaptou e auxiliou no processo de modelagem das máscaras. “Eu me sinto muito honrado em ver que posso ajudar com esse projeto da máscara. Vai equipar muitos enfermeiros e médicos que estão na linha de frente, combatendo essa nova pandemia”, pontua o mackenzista. 

A professora Marianna, que também ministra aulas de Química no CPMB, afirma que a produção das máscaras reforça o tipo de educação que é proposta no Colégio, destacando o papel social marcante de uma instituição educacional com 150 anos. “Nós estamos educando os nossos estudantes para que possam propor alternativas para o futuro, ao mesmo tempo em que apontamos a importância da solidariedade, da humanidade, da compaixão, do esforço e do trabalho duro”, comentou a professora.