O saber astronômico sempre teve impacto na sociedade, tanto cultural quanto economicamente. Mas no século 21 o ser humano se tornou altamente dependente da tecnologia espacial em todas as suas formas. Como nunca antes na história da humanidade é necessário entender a terra desde a perspectiva do espaço. Como exemplo, o sistema de posicionamento global (GPS), utiliza a geodésia espacial, técnica baseada em observações rádio astronômicas de quasares, para gerar o seu próprio referencial. Essas mesmas observações permitem fazer estudos geofísicos. O clima espacial pretende ainda prever as alterações da atmosfera produzidas pela atividade solar que podem ter impacto na infraestrutura tecnológica tanto em solo quanto no espaço. Clima espacial é uma aplicação de vários campos de pesquisa: física solar, que estuda as explosões solares e as ejeções coronais de massa, e física das relações solares terrestres, que analisa a interação das emissões solares com o campo geomagnético. Por fim, o estudo da atividade e do campo magnético de outras estrelas é também crucial. A UPM é pioneira no brasil em pesquisas nas áreas de rádio astronomia, física solar e física das relações solares terrestres desde os anos 60 quando criou o Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM). A construção de novos instrumentos e o desenvolvimento de sensores em bandas do espectro eletromagnético pouco exploradas em parceria com os programas de pós-graduação em engenharia de materiais e nanotecnologia (EMN) e em engenharia elétrica e computação (EEC) será um dos objetivos deste programa de internacionalização. Ainda junto ao EEC, serão abordadas questões relacionadas à inteligência artificial e big data.