Congresso Nacional x Setor Privado

“A política é a arte de fazer seus desejos egoístas parecerem questões de interesse nacional. ”  Thomas Sowell

01.03.201918h35 Comunicação - Marketing Mackenzie

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Ainda que cause incômodo em grande parte das pessoas, a política é um elemento essencial da sociedade. Quanto a isso não podemos nos iludir. No entanto ao passo que olhamos a política com certa desconfiança é preciso que sejamos também coerentes.

Como podemos desacreditar da política e ressaltar as péssimas qualidades de nossos representantes enquanto nos calamos a respeito da péssima qualidade dos eleitores brasileiros? Coerência e bom senso. Essas são as notas que devem nortear nosso entendimento e opiniões acerca da tão discutida reforma da previdência. O que está em jogo não são as boas intenções de nossos representantes, mas sim se estamos responsavelmente garantindo a viabilidade das próximas gerações sem delas extrair o futurou ou se optaremos por garantir bem-estar e privilégios às atuais elites burocráticas.


Margaret Thatcher (1925 —2013), Primeira-Ministra do Reino Unido de 1979 a 1990 dizia que é fundamental primeiro ganhar a discussão e depois ganhar o voto e, parece ser exatamente esse o prisma pelo qual temos de olhar toda a discussão que envolve a referida reforma. Antes de pensar nos votos pela reforma, é necessário discutir o que está por trás da crise.

Ao contrário do que possa parecer, a discussão atual não se trata apenas do gigantesco déficit da previdência, suas terríveis implicações para o futuro do país e a imperativa necessidade de uma profunda mudança. Não é esse o objeto da discussão. A discussão verdadeira se dá em torno da necessidade de o Congresso Nacional abandonar seu tradicional perfil de hostilidade ostensiva ao setor privado e iniciar imediatamente um histórico corte de privilégios.

A fim de não parecermos alarmistas ou mesmo rasos em nossa categórica afirmação de que o Congresso é hostil ao setor privado, bastar verificarmos o levantamento feito pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, que apontou que 68% de todos os projetos votados em 2018 pelo Congresso Nacional militavam contra a Liberdade Econômica em pelo menos um aspecto.

Uma simples análise dos dados mostra que a liberdade econômica é inversamente proporcional ao gigantismo do Estado.  Daí questionamos: Será que é mais Estado que queremos? Com menos burocracia e com menos regulamentações onerosas, há uma maior facilidade para o florescimento do empreendedorismo e, consequentemente, para a geração de riqueza. Não podemos nos iludir. A Liberdade Econômica é a liberdade acerca da qual a as pessoas comuns mais se importam, pois querem tocar as suas vidas, gerirem seus negócios e seguir em frente. Este é o oxigênio da prosperidade.

Como mostra o estudo feito pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, nos parece que a solução para o Brasil passa obrigatoriamente pelo setor privado e não pelo aumento dos gastos públicos.

Não se engane o leitor! As consequências não são apenas econômicas. Déficits e endividamento governamental e irresponsabilidade são também questões morais, pois estamos deixando uma enorme e injusta conta a ser paga para as próximas gerações de pagadores de impostos que hoje não têm sequer como se manifestar.

Mais do que nuca, é preciso dizer de maneira clara e categórica ao nosso Congresso Nacional, se não por nós, por nossos filhos e netos: parem de gastar o dinheiro que não temos!

Antonio Cabrera Mano Filho, Presidente do Comitê Gestor do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica