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Lançamento de clínica com atendimento jurídico aberto ao público promove debate sobre paridade de gênero

Lançamento de clínica com atendimento jurídico aberto ao público promove debate sobre paridade de gênero

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13.03.2026 - EM

Coordenação

"Clínica Elas por Elas é uma iniciativa da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília presta serviço à comunidade"

O evento reuniu especialistas em direitos das mulheres e marcou a criação de um espaço permanente de acolhimento, orientação e formação jurídica. A Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília lançou, na última quarta-feira (11), a Clínica Jurídica Elas por Elas, iniciativa voltada ao acolhimento, à orientação e ao fortalecimento de mulheres da comunidade acadêmica e do público externo. Criada no Mês das Mulheres, o projeto oferece apoio jurídico, emocional e institucional para mulheres em situação de vulnerabilidade, além de contribuir para a formação prática dos estudantes de Direito da FPMB.

A clínica funcionará gratuitamente e será vinculada ao Núcleo de Prática Jurídica e ao Laboratório Jurídico da faculdade. O projeto também integra a formação dos estudantes de Direito, que participarão das atividades supervisionadas, contribuindo em atendimentos, na elaboração de materiais informativos e em ações educativas voltadas à promoção de direitos e à prevenção da violência contra a mulher.

Para o diretor-geral da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Josimar Rosa, a criação da iniciativa atende a uma demanda já identificada dentro da instituição. Segundo ele, o Laboratório Jurídico foi estruturado para atuar em diferentes frentes, e a implantação de um núcleo voltado especificamente ao atendimento de mulheres era uma das prioridades. “A proposta reforça o compromisso da faculdade com projetos que gerem impacto social e estejam alinhados ao cuidado com o próximo”, afirmou.

A coordenadora da clínica, professora e advogada Juliana Tesolin, explicou que o projeto foi desenvolvido ao longo de mais de dois anos e contou com a articulação de parcerias institucionais. A expectativa é que o espaço funcione como um ponto de acolhimento e orientação para mulheres que enfrentam diferentes tipos de violência. “Queremos oferecer escuta qualificada, orientação jurídica e encaminhamento adequado para cada situação”, destacou. Ela também ressaltou o caráter formativo da iniciativa: “As estudantes terão a oportunidade de aprender, na prática, como atuar em defesa de outras mulheres”.

O lançamento da clínica foi acompanhado por uma roda de conversa dedicada ao tema da paridade de gênero no Poder Judiciário. O encontro reuniu profissionais que atuam na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da equidade nas carreiras jurídicas.

A palestra principal foi conduzida pela advogada e ex-promotora de Justiça Gabriela Manssur, presidente do Instituto Justiça de Saia e idealizadora do Projeto Justiceiras. Durante sua participação, ela ressaltou que o Brasil possui instrumentos legais importantes de combate à violência contra mulheres, mas ainda enfrenta desafios na aplicação dessas normas. “Temos uma das legislações mais avançadas do mundo, mas ainda convivemos com índices preocupantes de feminicídio. Isso mostra que é fundamental transformar a lei em proteção efetiva”, afirmou.

Também participaram do debate a defensora pública Rafaela Mitre, coordenadora do Núcleo da Mulher da Defensoria Pública do Distrito Federal; a advogada Maria Augusta Palhares Ribeiro, cofundadora do coletivo Amigas da Corte; a advogada Julia de Baére, presidente da associação Elas Pedem Vista; e a advogada Nildete Santana, diretora da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal (OAB-DF). Estudantes da instituição também acompanharam o lançamento e ressaltaram a relevância da iniciativa para a formação acadêmica e para o impacto social.