
16.07.2026
Celebrado em 16 de julho, o Dia do Comerciante é uma oportunidade para refletir sobre as mudanças que vêm transformando uma das atividades mais importantes para a economia brasileira. O avanço da tecnologia, a digitalização das vendas e o novo comportamento dos consumidores vêm redefinindo a forma como empresas de todos os portes se relacionam com o mercado.
Para o professor Reginaldo Pereira de Araújo, docente do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília (FPMB), o comércio passou por uma evolução que vai muito além da adoção de novas ferramentas tecnológicas. Ao longo da história, a atividade deixou de estar centrada apenas na figura do comerciante para incorporar uma visão empresarial baseada em planejamento, gestão, inovação e organização.
"O consumidor compara preços em segundos, exige atendimento rápido, cobra transparência e valoriza experiências personalizadas. Quem não acompanha essa dinâmica corre o risco de ter uma excelente loja para um público que já mudou de endereço e agora mora no celular", afirma o professor.
Segundo o especialista, as novas tecnologias ampliaram as oportunidades para empresas de diferentes portes, permitindo o uso de inteligência artificial, automação de processos, análise de dados e vendas por múltiplos canais. Ao mesmo tempo, trouxeram desafios relacionados à concorrência, à segurança digital, à logística, ao acesso ao crédito e à necessidade permanente de qualificação.
O professor destaca que compreender a evolução histórica do comércio também ajuda a entender as exigências do mercado atual. Desde a abertura dos portos brasileiros, no início do século XIX, passando pela modernização da legislação empresarial até a consolidação do ambiente digital, o setor se reinventou para acompanhar as transformações econômicas e sociais do país.
Na avaliação de Reginaldo Pereira de Araújo, o futuro do comércio dependerá menos do porte das empresas e mais da capacidade de aprender, inovar e responder rapidamente às mudanças do mercado. "A tecnologia ampliou mercados e reduziu distâncias, mas também elevou a concorrência e a velocidade das mudanças. Adaptar-se deixou de ser um diferencial para se tornar uma condição de sobrevivência", conclui.
Para o especialista, o Dia do Comerciante também representa um momento de reflexão sobre o futuro da atividade comercial. Em um mercado cada vez mais competitivo e conectado, compreender as transformações do setor é fundamental para que empresas de todos os portes se mantenham relevantes, inovadoras e preparadas para os desafios da nova economia.



