No dia 21 de maio, no Auditório da Escola Americana, campus Higienópolis, o Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) realizou um debate sobre pesquisas aplicadas à indústria e a relação entre universidade e desenvolvimento tecnológico, durante a palestra Avanços e desafios do desenvolvimento de nanotecnologias no país: da academia à indústria. O evento fez parte das celebrações de 10 anos do MackGraphe e contou com a presença de pesquisadores, representantes da indústria e instituições de fomento.
“É um grande desafio para nós, da academia: transformar o conhecimento em soluções para a indústria. Um desafio pessoal e institucional”, apontou o diretor do MackGraphe, Benedito Aguiar.
Entre os convidados para discutir o desenvolvimento científico no Brasil, estiveram presentes o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Carlos Graeff; o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), Anderson Correia; o diretor de operações da EMBRAPII, Marcelo Prim; o pesquisador do SENAI-SP, Nerio Vicente Junior; e a coordenadora da Unidade Embrapii CTNano da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Glaura Goulart.
O diretor da FAPESP, Carlos Graeff, apresentou dados importantes sobre o investimento em pesquisa e inovação no estado de São Paulo. Para ele, existe, na atualidade, um grande investimento privado em estudos científicos. “Se quisermos transformar conhecimento em tecnologia, temos que trabalhar em conjunto com as empresas”, disse.
A coordenadora do CTNano, Glaura Goulart, apontou a necessidade de academia e indústria estarem sempre em sincronia. “Uma estrutura que temos que estar sempre em mente são os desafios entre a colaboração indústrial e a academia para trazer riquezas para o nosso país, porém precisamos estar juntos para encontrar soluções em conjunto para resolver problemas aplicados”, declarou.
Os palestrantes também destacaram a importância estratégica do MackGraphe para o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro, que se consolidou, ao longo da última década, como referência em pesquisas avançadas em grafeno e nanomateriais.
Durante o evento, também foi anunciada a aprovação de um novo projeto na modalidade Jovem Pesquisador, voltado ao desenvolvimento de tecnologias para baterias, área considerada estratégica para o futuro energético e industrial do país. Benedito Aguiar destacou a relevância do apoio da FAPESP para a continuidade das pesquisas. “Hoje, o mais recente apoio significativo da FAPESP é a aprovação do projeto Jovem Pesquisador”, declarou o diretor.



