Três professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), foram premiados pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Na ocasião, foram escolhidos os melhores de 2025 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantojuvenil e Televisão.
Na categoria Arquitetura, no eixo Ativismo, a professora Ester Carro foi premiada pelo trabalho do Instituto Fazendinhando, desenvolvido na comunidade do Jardim Colombo. No eixo Obra de Arquitetura, o professor Shundi Iwamizu recebeu a honraria pelo projeto do SESC Franca. Já no eixo Resistência Urbana, o professor Antonio Fabiano, junto a um grande grupo, incluindo parceria com o Projeto 7, foi premiado pelo Teatro de Container.
Integraram o júri: Fernando Serapião, Francesco Perrota-Bosh, Ivo Giroto, Maria Isabel Villac, Monica Junqueira de Camargo, Nadia Somekh, Pedro Vieira e Sabrina Fontenele.
O diretor da FAU, Carlos Leite, comemorou a conquista e afirmou: “Para nós, trata-se de mais um reconhecimento, por parte da sociedade, do importante trabalho que nossos docentes vêm realizando dentro e fora das salas de aula, sempre alinhando ações de ensino, extensão e pesquisa.”
De acordo com Shundi, o reconhecimento reafirma a relevância da obra por seu papel transformador no contexto urbano da cidade de Franca, contribuindo para a ampliação do acesso às atividades de lazer e cultura e para o fortalecimento da dimensão social do território. “É com muita alegria que recebemos a notícia do prêmio. Sem dúvida, a premiação também lança luz sobre a importância do trabalho coletivo e multidisciplinar, bem como sobre o papel fundamental do SESC como entidade promotora da cultura em nosso país”, declarou.
Já para Ester, o Prêmio APCA, com 70 anos de história, é um importante reconhecimento para a arquitetura brasileira e dialoga com sua formação e atuação como doutoranda e professora da FAU, consolidando o papel da universidade na formação de profissionais críticos, éticos e comprometidos com os desafios sociais contemporâneos.
“Recebê-lo na categoria Arquitetura, no eixo Ativismo, reforça a arquitetura como instrumento de transformação social em favelas e é motivo de grande alegria”, celebrou a professora.
O professor Antonio Fabiano acredita que a premiação influenciará seus próximos passos na carreira e no trabalho com os alunos, a partir da possibilidade de enfrentar situações da vida real, reconhecendo a universidade como um espaço para pensar o novo. Esperamos que o prêmio ganhe ampla discussão pública, para que o teatro consiga se reerguer e, novamente, transformar o centro da cidade”, afirmou.
A escolha dos premiados, feita pela APCA, ocorreu no dia 26 de janeiro, e a 70ª cerimônia de premiação, com a entrega dos troféus, está prevista para o mês de maio.





