A Faculdade de Direito (FDir) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) realizou, no dia 11 de agosto, o evento Gemini Lab: Inteligência Artificial e Vibe Coding para estudantes de Direito, em uma parceria com o Google for Education e o Programa Next. A programação reuniu alunos, professores e especialistas para discutir e vivenciar a interseção entre o Direito, a inovação e o uso responsável de IA no ambiente acadêmico.
O encontro destacou como a inteligência artificial pode atuar como aliada na formação dos futuros profissionais, otimizando pesquisas, análise crítica e rotina de estudos dos mackenzistas, com objetivo central de unir sólida formação acadêmica, inovação pedagógica e responsabilidade ética na preparação para a carreira.
A experiência com o Google Gemini
Durante o workshop de Inteligência Artificial e as experiências interativas, os participantes puderam explorar na prática a IA voltada à rotina acadêmica, que no caso está ligada ao Direito. Profissionais do Google demonstraram como utilizar a ferramenta de forma crítica, ética e eficiente na resolução de problemas voltados a área.
O líder do Gemini for Education na América Latina, Felipe Neves, comentou sobre a expectativa durante o evento. “A ideia é desmistificar um pouco a inteligência artificial e mostrar o que já está disponível com as ferramentas do Google para todos os alunos. Assim, eles se preparam melhor para o mercado de trabalho. Nem todo mundo está usando do jeito correto, com proteção de dados e responsabilidade”.
Para Neves, a Inteligência Artificial vai se tornar parte da profissão. “Assim como o computador e a internet se tornaram, a IA será uma ferramenta. Então a queremos, de fato, tornar parte do processo educacional junto com a UPM”, disse.
Além disso, a iniciativa contou com a participação do corpo docente, que avaliou de que maneira a tecnologia pode ser integrada às salas de aula e à rotina de preparação para a OAB. A proposta considera também os desafios enfrentados pelos estudantes durante a preparação. “O Exame de Ordem é uma prova muito difícil, o número de reprovações é muito alto. Dentro do Mackenzie, utilizando ferramentas de Inteligência Artificial e trabalhando de maneira estratégica o perfil das provas, tanto para a primeira quanto para a segunda fase, buscamos oferecer aos alunos novos recursos para essa preparação”, explicou o professor da FDir, Sávio Chalita.
Durante todo o dia, os mackenzistas puderam aprender mais sobre a IA em ativações no campus Higienópolis. E esse é só o começo da parceria entre Google Gemini e FDir, futuramente a ideia é que mais projetos sejam realizados com discentes e docentes.
"É a oportunidade de vocês olharem mais a frente, de terem contato com o mercado de trabalho. E para nós é uma honra gigante estar aqui, podendo ser um pedacinho para habilitar essa possibilidade”, explicou o diretor do Google for Education na América Latina, Rodrigo Pimentel, aos estudantes.
À frente da articulação entre as instituições está o diretor da FDir, Felipe Chiarello, recém-indicado para integrar o grupo Higher Education da 4ª turma do Google & GSV Ed Leader Fellowship, um dos programas de liderança educacional mais reconhecidos globalmente, e o coordenador de Extensão e docente da FDir, Júlio Comparini.
“Nosso objetivo é que as pessoas se apropriem cada vez mais desse conhecimento, e se apropriando da IA generativa e do processo, elas estarão mais à frente na busca de estágio, na busca de emprego, na qualificação”, disse o diretor Felipe Chiarello.
Aplicativo Questly
Um dos principais pontos do evento foi a apresentação oficial do Questly, aplicativo desenvolvido como ferramenta de apoio à preparação para o Exame de Ordem, com foco especial na 1ª fase da OAB, com banco de questões, trilhas de estudo, simulados, pílulas de conhecimento e afins.
A iniciativa se conecta com o MackLaw LAB OAB, programa da FDIR estruturado para promover a preparação acadêmico-profissional dos estudantes para o Exame por meio do uso orientado de tecnologia, IA e acompanhamento contínuo de desempenho.
Pensando no impacto da iniciativa na formação dos estudantes de Direito da UPM, o diretor Felipe Chiarello, explicou que atualmente é importante saber lidar com recursos de inteligência artificial de forma saudável.
“O aluno que participa desse processo, ao invés de ficar alienado, começa a controlar, e isso serve para o bem, para a progressão, para a melhoria da Faculdade de Direito e para a melhoria dos nossos discentes. Se ele se abstém disso, de certa forma está se abstendo de sua formação”, destacou o Chiarello.






