Mackenzie Palmas recebe projeto de cinoterapia da Polícia Penal do Tocantins

Atividade promove acolhimento, socialização e bem-estar emocional por meio da interação dos estudantes com cão treinado

14.10.202611h59 Comunicação - Marketing Mackenzie

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Mackenzie Palmas recebe projeto de cinoterapia da Polícia Penal do Tocantins

O Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM) Palmas recebeu a visita de Zoe, uma cadela treinada que integra o projeto K9 Cinoterapia: Visitação, Bem-Estar e Acolhimento, desenvolvido pelo Núcleo de Operações com Cães da Polícia Penal do Tocantins. A iniciativa proporcionou aos estudantes uma experiência de interação orientada com o animal, com foco no acolhimento, na inclusão, na socialização e no desenvolvimento socioemocional.

A atividade envolveu alunos do Programa de Inclusão (PROINC), estudantes do ensino médio interessados em cursar Medicina Veterinária, amantes de animais e também aqueles que sentem receio de se aproximar de cães. Por meio de momentos de interação, afeto e aprendizado, os participantes tiveram a oportunidade de desenvolver a confiança e superar algumas barreiras. A presença de Zoe também despertou a curiosidade dos estudantes e favoreceu experiências de aprendizagem relacionadas ao respeito, ao cuidado e à convivência.

De acordo com Raimunda Ribeiro Mascarenhas Pereira, professora mediadora do PROINC do Colégio Mackenzie Palmas, a interação de Zoe com os alunos neurodivergentes, incluindo estudantes com TDAH e autismo nos níveis 1, 2 e 3, possibilitou trabalhar diferentes aspectos pedagógicos e socioemocionais.

“Trabalhamos a escuta, os comandos e os exercícios de obediência, mostrando de forma lúdica como Zoe se comporta e relacionando esses exemplos ao cotidiano escolar e aos aspectos emocionais. Muitas crianças autistas sentem receio ou ficam ansiosas ao tocar no cão, assim como podem apresentar desconforto com a sensação da lambida, devido à hipersensibilidade sensorial. Esse momento foi muito explorado quando puderam oferecer petiscos à cadela, dar comandos e fazer carinho. Essa atividade é muito mais do que um momento lúdico. Foi uma oportunidade de a instituição expressar seu olhar para cada criança em sua singularidade, utilizando estratégias intencionais para contribuir com o desenvolvimento integral desses estudantes”, destaca Raimunda.

A apresentação do projeto foi conduzida pelo policial penal Leandro Amorim, integrante do Núcleo de Operações com Cães, profissional da área de cinotecnia e responsável pelo treinamento de Zoe. A atividade também contou com a participação de Amanda Moura, neuropsicopedagoga e voluntária do projeto, e do policial penal Orleanes Alves.

O Núcleo de Operações com Cães atua há seis anos, e a parceria entre Leandro Amorim e Zoe já dura três anos. O policial penal relata que a receptividade dos estudantes durante a visita foi marcante.

“Saímos para dar uma volta com ela pelo corredor, e as crianças vieram tocar, abraçar e tirar fotos. Havia muita gente ao mesmo tempo, e ela simplesmente ficou deitadinha, permitindo que todos se aproximassem, porque já havia sido treinada para esse tipo de situação. A Zoe entende que aquele é um momento bom, prazeroso e confortável para ela. Fico feliz em vê-la atuando, porque existe todo um trabalho e muita dedicação por trás disso. Ver a interação das crianças e os sorrisos é compensador”, explica o policial penal.

A visita integra as experiências educativas que buscam ampliar as possibilidades de aprendizagem no ambiente escolar, valorizando o cuidado, o respeito, a inclusão e o desenvolvimento humano.