Atualidades

Biblioteca George Alexander celebra 100 anos de história e conhecimento

Lançamento de livro e abertura de exposição marcam o centenário de um dos principais símbolos da Universidade Mackenzie 

27.08.202615h31 Letícia Chang, sob supervisão de Renan de Simone

Compartilhe nas Redes Sociais

Biblioteca George Alexander celebra 100 anos de história e conhecimento

No dia 25 de agosto o prédio do Centro Histórico e Cultural Mackenzie (CHCM) sediou o lançamento do livro Biblioteca George Alexander: 100 anos de história, memória e conhecimento, junto à abertura da exposição Isto é Mackenzie! Biblioteca George Alexander: 100 anos. Este é um dos eventos que integra as comemorações do centenário da Biblioteca. 

O chanceler do Mackenzie, Gildásio Reis, iniciou a comemoração reforçando como a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) preza pela sua história e lembrando de como a comemoração centenária da Biblioteca George Alexander trouxe a oportunidade de resgatar ideias, personagens e olhares que marcaram o crescimento da Instituição. “A nossa confessionalidade é importante porque nós somos uma instituição de livros. Nós não saímos do nada, nós não partimos do nada. Então, olhar para o momento que estamos vivendo é olhar sempre para a história do Mackenzie”.

O diretor de Administração do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), professor da UPM e coordenador do CHCM, Eduardo Abrunhosa, salientou como a exposição em comemoração aos 100 anos da Biblioteca é importante para lembrar das relíquias que o Mackenzie possui, já que o edifício é o primeiro a ser feito por uma instituição de educação, dedicado exclusivamente para ser biblioteca. “Os mackenzistas vão poder rememorar a sua relação afetiva, sua relação imagética, aquela relação quase que de família com a Biblioteca George Alexander”. 

Além das comemorações, o evento contou com a premiação do Concurso Comemorativo do Centenário da Biblioteca George Alexander, voltado aos docentes e alunos do Mackenzie, que possuía as seguintes categorias: desenhos; fotografias; e curtas-metragens. 

Após a entrega dos prêmios foram realizadas duas homenagens a membros valiosos da biblioteca, entre eles: a antiga coordenadora das Bibliotecas da UPM, Rosely Biancocini Mullin; e o atual coordenador, Eliezer Lírio dos Santos.  

O reitor da UPM, Marco Tullio de Castro Vasconcelos, evidenciou que a Biblioteca é um dos principais marcos da Universidade, um local de aprendizagem que guarda conhecimento. “Claro que nós não estamos agora circunscritos a um prédio, pois o conhecimento extravasa os ambientes físicos, com a tecnologia, mas jamais vamos esquecer ou deixar de celebrar o que a Biblioteca George Alexander significa para a nossa caminhada”.

O coordenador geral de Bibliotecas da UPM, Eliezer Lírio dos Santos, destacou a alegria de poder comemorar o aniversário centenário do local e como é gratificante compartilhar um momento com tamanha importância com a comunidade mackenzista. “Esse momento é mais do que celebrar, é também de agradecer a todos os presentes, aos que por aqui passaram. E, principalmente, aos colaboradores da Biblioteca que a mantém viva diariamente”.

O evento contou com a presença de diversas autoridades mackenzistas, entre elas: o membro do Conselho de Curadores e Deliberativos do IPM, Ernesto de Jesus Herrera; e o vice-reitor da UPM, Luiz Roberto Martins Rocha. 

Lançamento do livro

A obra Biblioteca George Alexander: 100 anos de história, memória e conhecimento é dividida em seis capítulos, em que cada parte explora os impactos e relevância da Biblioteca para a comunidade mackenzista e para a cidade de São Paulo.

O coordenador acadêmico da Editora Mackenzie à época da produção da obra e organizador do livro, professor Sérgio Dantas, ressaltou que o exemplar conta a história de longevidade da Biblioteca. “A partir dessa obra, contamos uma bela história, que traça perspectivas para um futuro que, de certa forma, recomeça hoje”. 

Sobre a Biblioteca

A história da Biblioteca George Alexander confunde-se com a própria trajetória do IPM e de seu compromisso centenário com a educação, a cultura e a produção do conhecimento. As origens desse legado remontam a 1886, quando a instituição, então denominada Mackenzie College, ampliou seu espaço dedicado à leitura e ao estudo, consolidando uma biblioteca que cresceria juntamente com a comunidade acadêmica. Em uma época em que edifícios concebidos especificamente para bibliotecas eram raros no Brasil, o Mackenzie deu um passo pioneiro ao iniciar, em 1923, a construção de um prédio próprio para abrigar seu acervo, demonstrando visão de futuro e valorização do acesso à informação.

Inaugurada em 1926, a Biblioteca George Alexander recebeu esse nome em homenagem ao reverendo e conselheiro George Alexander, importante educador que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da instituição. Com um acervo inicial de cerca de 7 mil volumes, a biblioteca se destacou por introduzir práticas inovadoras para a época, tornando-se referência em São Paulo e no Brasil. Em 1927, foi franqueada ao público em geral e se tornou pioneira ao permitir o livre acesso dos usuários às estantes e o empréstimo de livros, reforçando sua vocação de democratização do conhecimento. Sua arquitetura, marcada pela elegância e imponência de linhas sóbrias, permanece como um dos marcos históricos mais emblemáticos do campus Higienópolis.

Um marco importante na trajetória do local ocorreu em 1929, quando o Mackenzie criou uma das iniciativas pioneiras de formação biblioteconômica no país. A convite da instituição, a bibliotecária norte-americana Dorothy M. Geddes veio ao Brasil para ministrar aulas à primeira turma do curso de biblioteconomia, composta por seis alunos, entre eles Adelpha Figueiredo, que mais tarde se tornaria uma das figuras mais relevantes da área no Brasil. As atividades abrangiam catalogação, classificação, referência e organização de bibliotecas, tendo a própria Biblioteca George Alexander como laboratório prático de aprendizagem, reforçando seu papel histórico não apenas na difusão do conhecimento, mas também na formação de gerações de profissionais da informação.

Ao celebrar seus 100 anos, em 2026, a Biblioteca George Alexander reafirma sua relevância como um dos principais patrimônios acadêmicos e culturais do Mackenzie e da cidade de São Paulo. Ao longo de um século, acompanhou as transformações da educação e da biblioteconomia, ampliou seus serviços, incorporou novas tecnologias, digitalizou acervos e expandiu o acesso à informação para diferentes gerações de estudantes, pesquisadores e professores.