O Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília (CPMB) lançou, nesta quinta-feira, 08 de outubro, o MACK Famílias, programa criado para ampliar o diálogo entre escola e famílias sobre a formação de crianças e adolescentes. A iniciativa reúne conversas, podcast, curadoria de conteúdos e encontros presenciais ao longo do ano, com o propósito de criar espaços de escuta, reflexão e parceria diante dos desafios da educação contemporânea.
A pergunta “Quem estamos formando?” orienta a proposta. Para além do currículo, dos conteúdos e das habilidades desenvolvidas na escola, o programa parte da compreensão de que a formação dos estudantes também acontece nas relações, nos valores e nas experiências vividas dentro de casa.
“A escola tem um papel próprio e a família tem um papel insubstituível. Mas, enquanto essas duas instituições caminham de mãos dadas, a gente consegue avançar muito”, explicou Laura Magalhães, assessora pedagógica do CPMB e uma das responsáveis pela criação do programa.
Segundo Laura, o MACK Famílias nasceu de discussões da equipe pedagógica e de orientadores educacionais sobre como aproximar ainda mais a escola das famílias. A proposta foi estruturada em três frentes: conversas e podcasts com especialistas; curadoria de livros, podcasts, eventos e outros conteúdos; e encontros presenciais destinados à escuta, à reflexão e à troca de experiências.
A iniciativa não foi pensada como uma ação pontual. Ao longo dos anos, a comunidade terá acesso a novos conteúdos e encontros, com uma programação que pretende manter o tema da formação dos filhos em discussão. O MACK Cast Entre Pais e Filhos, uma das frentes do programa, já tem oito episódios gravados, que estão em fase de finalização. O primeiro episódio, “Existe um jeito certo de educar um filho?”, já está disponível no canal do Mackenzie no YouTube, e novos programas serão publicados a cada 15 dias.
O episódio de estreia reúne o diretor Alexandre Almeida e Camila Simões, orientadora educacional do 1º e 2º anos dos anos iniciais, em uma conversa sobre os desafios da educação dos filhos. A proposta é promover conversas sobre questões reais relacionadas à tarefa de educar, com o conceito “Conversar para formar filhos e fortalecer famílias”.
Para Laura, um dos diferenciais da proposta está em não apresentar fórmulas prontas. “Não temos respostas prontas. Esse projeto quer fazer boas perguntas e estimular o diálogo. Tudo para que a gente reflita e busque respostas”, afirmou.
Formação começa pelo exemplo
A proposta foi colocada em prática no lançamento do programa, que teve como eixo uma conversa sobre os desafios de educar filhos em um cenário marcado pelo excesso de informação, pelas mudanças nas relações familiares e pelas diferentes referências às quais crianças e adolescentes estão expostos.
A educadora parental, Rebecca Ornelas, destacou a importância do exemplo dos adultos na construção da cultura familiar. Segundo ela, antes de pensar apenas no que os filhos precisam aprender, os pais podem observar o que as crianças estão vendo dentro de casa: como os adultos lidam com conflitos, frustrações, casamento, limites e responsabilidades.
A reflexão também foi trazida pelo professor Alexandre Almeida, diretor do CPMB, que compartilhou experiências pessoais sobre a dificuldade de conciliar trabalho, responsabilidades e presença na vida dos filhos. A conversa abordou ainda a diferença entre autoridade e autoritarismo, a necessidade de estabelecer limites e a possibilidade de reconstruir vínculos ao longo do desenvolvimento dos filhos.
Durante o encontro, o pastor, conferencista e escritor Hernandes Dias Lopes aprofundou a discussão sobre a responsabilidade dos pais na formação dos filhos. Entre os pontos destacados por ele esteve a necessidade de distinguir o que é urgente do que é realmente importante e de evitar que as demandas do cotidiano ocupem o espaço destinado à convivência familiar.
A presença e a disponibilidade dos pais foram associadas, ainda, à construção de vínculos, ao diálogo e ao estabelecimento de limites. Em sua reflexão, Hernandes chamou atenção para o fato de que crianças e adolescentes observam mais do que escutam os adultos, reforçando a importância da coerência entre aquilo que os pais ensinam e praticam.
Para quem acompanhou o lançamento, a discussão também ganhou significado para além do ambiente escolar. Anderson Olivieri, jornalista e pai de dois alunos, destacou que participar do evento o levou a repensar as prioridades diante das exigências da rotina. “O que é valioso, o mais importante, é a nossa própria casa: gerir nossa casa, conduzir nossos filhos ao bom caminho. Isso é o primordial que eu levo dessa manhã.”
Parceria contínua
Ao encerrar o encontro, a equipe do CPMB reforçou que o lançamento representa o início de uma programação que acompanhará as famílias. A proposta é que os conteúdos alimentem conversas sobre educação, relações familiares e formação.
Para o professor Alexandre, essa continuidade está relacionada à concepção de educação integral do Mackenzie. “Não existe o olhar integral se não olhar para a família. Então o MACK Famílias vem para trazer essa ligação, de ser um lugar, um espaço de parceria da escola com a família.”
Próximo encontro
A programação presencial continua em 13 de novembro, às 9h, com um workshop conduzido por Ivan e Rebecca Ornelas. A atividade será destinada às famílias da
comunidade escolar e terá vagas limitadas. As informações para inscrição serão encaminhadas posteriormente aos interessados.
Com a pergunta “Quem estamos formando?” como ponto de partida, o MACK Famílias passa a integrar a proposta do CPMB de construir uma reflexão contínua sobre os caminhos da formação de crianças e adolescentes.
Clique aqui e assista o vídeo de lançamento.







