O valor de se desconectar

Respeitar momentos de descanso e se permitir desligar-se de assuntos corporativos contribui para eficiência 

17.09.202609h00 Comunicação - Marketing Mackenzie

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O apito do celular fora do expediente virou rotina na era digital, mas manter esse alerta permanente cobra um preço alto. Segundo a professora do Centro de Ciências Biológicas e Saúde (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Silvia Blascovi, a busca por disponibilidade constante traz impactos claros. "A tecnologia evolui e nos traz muitas vantagens, mas também o alarme de que devemos estar atentos 24 horas por dia", reflete a especialista sobre a ansiedade e a exaustão do cotidiano.

A busca constante por atingir metas e corresponder às expectativas acaba criando um sentimento invisível de culpa. A professora explica que é muito comum se sentir em falta enquanto aproveitamos um momento em família, simplesmente por existirem pendências profissionais. Essa autocobrança alimenta a checagem do celular e impede que o cérebro desligue e recarregue.

E como transformar essa realidade na prática?

A resposta passa pela empatia e pela construção de uma cultura que respeite o tempo de pausa. Blascovi destaca que os gestores têm um papel fundamental ao ditar um ritmo sem pressão por respostas imediatas. "Quando um time tem horas determinadas de foco e descanso, as horas de foco se tornam muito mais produtivas. Sinto que o grupo responde com mais agilidade quando passa algumas horas off-line", pontua.

No fim das contas, desligar também é um ato de eficiência.

Comunicar os limites e alinhar expectativas com a equipe não diminui o comprometimento profissional. Trata-se de reconfigurar os nossos dispositivos e hábitos para que sirvam ao bem-estar, e não ao estresse. Garantir que o fim do expediente seja um momento real de descanso é o que sustenta a nossa saúde, a nossa criatividade e a nossa energia no dia a dia.