Nas últimas décadas, mudanças nas relações sociais, no mercado de trabalho e no acesso à informação ampliaram o debate sobre o papel da universidade. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de matriculados no ensino superior cresceu de forma significativa, passando de cerca de 2,7 milhões no início dos anos 2000 para um pouco mais de 10 milhões em 2024. O acesso e permanência de alunos no ensino superior revelam também um horizonte importante de mobilidade social. Ao mesmo tempo, o surgimento de carreiras digitais, como a de influenciador, e a expansão de cursos online intensificaram os questionamentos sobre o valor do diploma.
No entanto, pesquisa realizada em outubro de 2025 pela revista Exame em parceria com o Na Prática, plataforma de educação profissional, aponta um cenário diferente dessa percepção entre os jovens brasileiros. Dentre os 251 universitários participantes, 63% consideram que a universidade continua relevante, mas que o currículo precisa incluir mais experiências práticas, como estágios e oportunidades extracurriculares. Outros 27% consideram o diploma insubstituível.
Portanto, a rejeição não é em relação à universidade, mas sim a um formato desconectado das demandas de diferentes âmbitos da sociedade, em especial o setor profissional. Para especialistas, é preciso repensar o papel também do aluno e colocá-lo em evidência durante o processo de ensino e aprendizagem, em um movimento que valoriza a participação estudantil. Algumas estratégias são empregar metodologias ativas, oferecer aos alunos desafios reais e possibilidades de resolução de problemas, oportunizar a autorregulação das habilidades metacognitivas e incentivar a reflexão crítica.
É assumindo esse perfil que a universidade amplia sua contribuição para a formação integral do estudante, ao promover o desenvolvimento de competências socioemocionais, como autonomia e liderança de si, dos outros e de negócios, também demandadas pelo mercado de trabalho.
No campo tecnológico, a pesquisa também avalia a percepção dos jovens sobre a inteligência artificial generativa. Para 29% dos entrevistados, a IA é vista de forma positiva e como uma facilitadora. Outros 53% compartilham dessa avaliação, mas destacam a necessidade de adaptação e aprendizado contínuo para seu uso. Já uma parcela minoritária, de 3%, enxerga a tecnologia de forma negativa.
Leia a matéria na íntegra na Exame: https://exame.com/carreira/o-que-o-brasileiro-espera-do-ensino-superior/.
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