Foto tirada do palco de uma apresentação sobre "Desafios da universidade do futuro".

Especialistas apontam caminhos para tornar o ensino superior mais atrativo às novas gerações

Seminário promovido pela Folha reúne educadores e especialistas para debater a adaptação das universidades ao perfil digital dos novos estudantes 

24.07.202512h48 Comunicação - Marketing Mackenzie

Especialistas apontam caminhos para tornar o ensino superior mais atrativo às novas gerações

As universidades brasileiras enfrentam um grande desafio: adaptar-se a um novo perfil de estudantes, mais conectados e cercados por tecnologias como a inteligência artificial. Em tempos de acesso rápido à informação e às mais diversas formas de aprendizado fora da sala de aula, o modelo tradicional de ensino superior tem se mostrado cada vez menos atraente para os jovens. 

Diante desse cenário, no dia 30 de abril de 2025, especialistas se reuniram em um seminário promovido pela Folha de S. Paulo em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) para discutir sobre caminhos possíveis para tornar o ensino superior mais atrativo para as novas gerações.  

No primeiro painel, um dos principais pontos discutidos foi a necessidade de aproximar as grades curriculares à realidade dos estudantes, com conteúdos mais práticos e vinculados à vida real, sem deixar de lado a base teórica. 

Outro elemento fundamental abordado foi a necessidade de ampliar o diálogo entre universidades e comunidades, com o objetivo de construir o conhecimento de forma colaborativa. A reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, Joana Guimarães, destacou que o corpo acadêmico precisa deixar de ocupar uma posição isolada e abrir espaço para a troca de conhecimento com o entorno social e cultural das comunidades onde está inserido. 

Além do diálogo com as comunidades, a incorporação da tecnologia também é outro aspecto essencial para se repensar o ensino superior. Para Marcos Nepomuceno, pró-reitor de graduação da UPM e um dos participantes da mesa, o papel dos educadores é essencial no processo da integração da inteligência artificial: eles devem orientar o uso dessas tecnologias em sala de aula, de maneira a contribuir para o aprendizado dos estudantes. 

O seminário também contou com a presença do economista Ricardo Henriques que defendeu estratégias baseadas na resolução de problemas e na experimentação prática como forma de aprendizado, além da criação de microcertificações ao longo da graduação, o que permite que os alunos entrem em contato com outras áreas em cursos de curta duração e recebam evidências desse engajamento. A mediação do evento foi feita pela repórter da Folha de S. Paulo, Laura Mattos. 

Para ler a notícia na íntegra, acesse: 

https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2025/04/universidades-precisam-se-reformular-para-atrair-nova-geracao-dizem-especialistas.shtml  (Folha de S. Paulo) 

Foto: Wilson Camargo (NTAI)