20.10.2026 - EM Instituto
A rotina corporativa muitas vezes impõe um ritmo acelerado, onde prazos, metas e reuniões acabam ocupando o topo das prioridades. Nesse cenário, é comum que muitas profissionais adiem idas ao médico ou ignorem os cuidados consigo mesmas em nome do foco nas entregas. Contudo, essa negligência com a própria saúde, que frequentemente passa despercebida na correria do dia a dia, pode atrasar diagnósticos cruciais e colocar o bem-estar e a vida da mulher em risco.
De acordo com a médica e preceptora do curso de Medicina da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Dra. Fernanda Ronchi, a atenção à saúde feminina requer regularidade e escuta ativa do próprio corpo. Quando a rotina de exames é postergada, perde-se a principal janela de oportunidade para tratamentos menos invasivos e com maiores índices de sucesso. “A mamografia e o autoconhecimento corporal não são luxos de quem tem a agenda livre, mas sim passos inegociáveis para a preservação da vida. O diagnóstico precoce age como um divisor de águas, elevando significativamente as chances de cura e minimizando os impactos do tratamento”, destaca a especialista.
Como, então, transformar a prevenção em um hábito constante na rotina feminina?
A médica ressalta que o primeiro passo é a conscientização de que a saúde dita o ritmo de todo o resto. Criar um calendário pessoal para consultas anuais e praticar o autoexame com regularidade são ações que empoderam a mulher sobre sua própria biologia. Estar familiarizada com o próprio corpo permite a identificação imediata de qualquer alteração suspeita na mama, viabilizando uma busca rápida por orientação médica e evitando que a doença evolua silenciosamente.
E qual é o papel das organizações quando a colaboradora enfrenta o diagnóstico?
O enfrentamento do câncer de mama se torna muito mais brando quando há uma rede de suporte estruturada, e o ambiente de trabalho exerce um papel central nesse cenário. A Dra. Fernanda pontua que as empresas precisam ir além das campanhas de conscientização, oferecendo flexibilidade de horários para a realização de exames e garantindo segurança e acolhimento psicológico para as profissionais em tratamento. O envolvimento direto das lideranças é vital para assegurar que a colaboradora tenha o amparo necessário, sem o medo de ter sua capacidade profissional invalidada pela doença.




