Vinheta: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Título: Design mackenzista brilha na Itália

Protótipo de luminária produzido em disciplina do bacharelado em Design participou da Semana de Design em Milão

Fotos: NTAI/Mackenzie

Mais do que aprender na prática: fazer com maestria. Essa é a lição aprendida por um trio de mackenzistas do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). O grupo formado por Manoela Gazze, Verônica Ribeiro e Victória Munhoz apresentou um trabalho acadêmico na Semana de Design de Milão 2022, que aconteceu entre os dias 6 e 12 de junho. Manoela esteve em Milão representando o grupo e exibiu para os participantes do evento a Luminária Arius, desenvolvida na disciplina de Projeto II, no segundo semestre do curso. A peça é feita de latão e papel vergê e tem chamado a atenção pelo desenho criativo, que remete às formas da natureza.

Verônica Ribeiro, Victória Munhoz e Manoela Gazze com o designer Pedro Franco

Caminhos para Milão

A Semana de Design de Milão é formada por vários eventos e espaços de mostras que funcionam paralelamente. Um deles é o Salone Satellite, dedicado às obras de jovens talentos. Foi nesse espaço que o grupo representado por Manoela teve seu trabalho exposto. “No Salone Satellite estávamos entre os 600 talentos selecionados por Marva Griffin, curadora e idealizadora desse espaço de criatividade e inovação. Lá pudemos mostrar nosso trabalho a um universo de pessoas apaixonadas por design e interessadas em novas formas de ver e executar”, contou Manoela. As estudantes entraram no concurso para ir a Milão já preparadas para um desfecho menos glorioso. E por isso ficaram surpresas quando ficaram entre os escolhidos para expor no evento. “Demorou um pouco para a ficha cair. Entramos no concurso pensando que seria uma experiência interessante, pois era nosso primeiro. Trabalhamos com nossa patrocinadora, Itens Collections, para produzir o protótipo que foi levado para Milão. Infelizmente, a premiação incluía passagem e estadia apenas para uma pessoa, então decidimos fazer um sorteio”, disse.

A oportunidade de expor um trabalho no exterior é valiosa, segundo a estudante. Os dias passados na Semana de Design foram marcados por conversas sobre a obra do grupo e muita troca de ideias e percepções. “A cidade estava repleta de pessoas de todas as partes do mundo, expondo seus trabalhos ou apenas curtindo a experiência. Foi muito interessante observar a forma como pessoas de origens diferentes interagiam com os mesmos objetos, como os enxergavam e os entendiam. Transitar entre as instalações das grandes marcas do mercado e aqueles que, como eu, ainda estão começando, foi extremamente enriquecedor”, lembra a estudante.

Peça brasileira premiada

A luminária chamou a atenção dos visitantes do espaço. “O uso do papel se destacou muito, visto que os visitantes ficaram bastante impressionados e eram convidados a chegar perto e apreciar as texturas e sombras projetadas, foi muito bonito observar a surpresa nos rostos e logo depois ouvir ‘como vocês fizeram isso?’”, recorda Manoela. A peça tem a base em latão e folhas de papel vergê que simulam folhas e flores de árvores. A inspiração veio da natureza brasileira. “O papel vergê foi escolhido para passar suas formas suaves em contraste à força de sua haste em latão. Ele é resistente o bastante para segurar a forma e delicado o suficiente para permitir que a luz passe, proporcionando um acabamento interessante. O design foi inspirado nos troncos de árvores cobertos por urupês, estruturas delicadas que abraçam as árvores das florestas tropicais. Foi essa sensação de conforto que buscamos traduzir e incorporar na Auris”, explicou a jovem designer.

Não foi a primeira vez que a Luminária Auris e suas criadoras brilharam. Em janeiro, o grupo levou o segundo lugar na 1º Prêmio Adriana Adam de Design. O Prêmio, que nasceu sob inspiração do arquiteto e designer italiano Gaetano Pesce, teve abrangência nacional e foi destinado a universitários e profissionais há até cinco anos de formados. O arquiteto e crítico de design Marcelo Lima fez a curadoria da premiação, enquanto especialistas do Brasil e do exterior formaram o corpo de jurados, responsáveis por avaliar a originalidade da linguagem, a inovação técnica e o uso de novos materiais. “Nas palavras do próprio Pesce, ‘a ideia impressiona tanto pela inovação do material quanto pelo formato final. Lembra, e muito, as belas orquídeas da Amazônia. Ainda destaco a modularidade dos elementos como outro ponto positivo, além de sua possível qualidade da luz produzida’”, recorda Manoela.

Mariana Amaral (da Itens, patrocinadora), Manoela Gazze, Verônica Ribeiro, Victória Munhoz e Marcelo Lima

Da sala para o mundo

A luminária que tem encantado o mundo nasceu nas salas de aula e nos laboratórios do Mackenzie, sob a orientação de membros do corpo docente do curso de Design. A equipe foi orientada pelos professores Teresa Riccetti, Grace Kishimoto e Olavo Egydio de Souza Aranha, que direcionaram as alunas em termos de desenho, escolha dos materiais e outros aspectos.

“A cada esboço fomos chegando mais próximas daquele que viria a ser o desenho da Auris. Tudo isso com acompanhamento de nossos professores, que nos instigaram a ir além. Com muita dedicação, o projeto foi tomando forma até chegar ao resultado que apresentamos”, disse Manoela. Sua colega Victória Munhoz acrescenta que o constante incentivo dos professores à criatividade foi decisivo para a boa execução e o desempenho da peça. “Eles nunca deixaram de nos impor desafios para que saíssemos de nossa zona de conforto e explorássemos as diversas possibilidades. Conforme o projeto caminhava, eles contribuíam com as próprias experiências no ramo profissional do design”, afirmou.

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