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Os desafios de ensinar
na era das TICs

As tecnologias digitais vieram para ficar no ensino. Embora tragam inúmeras vantagens, especialista em Educação do Mackenzie destaca que é preciso saber equilibrar o uso de dispositivos móveis entre as crianças.

Fotos: br.freepik.com

O século XIX tornou-se a era dos dispositivos móveis onipresentes, tornando sua influência na educação das crianças inegável. O VII Estudo Global sobre o uso da tecnologia na educação, realizado pela empresa Bliink Learning, confirma isso ao consultar mais de 42 mil professores de todo o Brasil entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Os entrevistados apontaram que uma das maiores vantagens do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na sala de aula é a possibilidade de acessar maior quantidade de conteúdos em diferentes formatos e recursos interativos e atrativos.

É, sem dúvida, um cenário dinâmico, sobre o qual a especialista em Educação e Tecnologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), professora Ana Lúcia Lopes, traz sua visão e experiência. De acordo com ela, o excesso de telas não só impacta a concentração e a aprendizagem mas também as interações sociais das crianças. É necessário estar alerta a respeito do vício em jogos digitais e a exposição a crimes cibernéticos nas redes sociais, como o cyberbullying.

De fato, uma das principais conclusões do estudo da Bliink em relação aos desafios pedagógicos e socioculturais é a “incapacidade de os alunos se desconectarem das redes sociais”. Os entrevistados também apontaram o perigo da desinformação e de incorrer em erros de ortografia. “A questão é muito séria; portanto, é necessário um alerta sobre a responsabilidade de proteção social no mundo digital”, enfatiza Lopes. Controlar o tempo de tela, supervisionar o que as crianças acessam e educar o bom uso dos recursos digitais são ações importantes para precaver esses perigos.

Para Lopes, é crucial uma abordagem integrada entre escola e família. O desafio está em desenvolver habilidades digitais para que as crianças explorem as potencialidades dessas ferramentas de maneira educativa. “Infelizmente, o celular tornou-se a nova chupeta para acalmar as crianças. E isso traz problemas de aprendizagem. A escola deve não só incorporar as tecnologias na educação mas também conscientizar sobre os riscos do uso excessivo”, alerta.

A especialista enfatiza que o celular pode ser um desafio, mas, por outro lado, também é uma ferramenta, que pode contribuir para o planejamento, a intencionalidade e o domínio das tecnologias, expertises essenciais na atualidade. No estudo da Bliink, quando questionados sobre o impacto do uso da tecnologia em relação à motivação dos alunos em sala de aula, 52% dos entrevistados afirmaram que “muito” e outros 30% escolheram a opção “bastante”. Entre aqueles que indicaram uma dessas duas opções, mais da metade (52%) afirmou que o principal fator de motivação é a “possibilidade de acesso a conteúdos mais atraentes, com recursos interativos e dinâmicos”. Contudo, a especialista do Mackenzie deixa seu alerta: “Recomendo buscar informações em guias especializados e, principalmente, reconhecer a complexidade do tema e pedir ajuda quando necessário”, destaca.

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