
Impactos do excesso do uso de celular na saúde mental
27 de janeiro de 2026 | Cá, entre nós Destaque
Na era da tecnologia, em que todos estamos sempre conectados, encontrar o equilíbrio entre o mundo virtual e o bem-estar se tornou um desafio essencial. Mais do que apenas contabilizar o tempo de tela, o segredo para uma rotina saudável reside na funcionalidade do nosso comportamento.
Para falar sobre o tema, convidamos o professor de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Gabriel Rego. Segundo ele, o principal sinal de alerta não é apenas a quantidade de horas conectadas, mas o desvio de prioridades e também quando o tempo de conexão começa a roubar espaço de necessidades básicas como o sono, a alimentação e as interações presenciais. “O ponto crítico é quando o celular se torna a única ferramenta para lidar com o tédio, a tristeza ou a ansiedade, criando uma dependência onde, na ausência do aparelho, surgem irritabilidade e sintomas semelhantes à abstinência".
Um dos grandes vilões da nossa tranquilidade é a ansiedade, principalmente quando ela é gerada pela comparação desleal com a "vida perfeita" que vemos nas telas. Conforme explica o educador, o problema é que "estamos comparando os nossos bastidores caóticos, cheios de problemas reais, com o palco editado e iluminado dos outros". A melhor estratégia para lidar com isso é selecionar conscientemente perfis que nos nutrem e ensinam, e deixando de seguir aqueles que despertam uma comparação tóxica.
Para quem trabalha conectado, a higiene digital é fundamental para evitar a exaustão mental, e o grande vilão aqui é o custo de troca de tarefa. O cérebro leva um tempo significativo para retomar o foco profundo após cada interrupção. Para diminuir isso, o professor recomenda trabalhar em blocos de foco intenso, por exemplo, 40 minutos de produção com o celular longe, seguidos de pausas breves. Além disso, separar os ambientes digitais e desativar notificações visuais e sonoras ajudam a eliminar o falso senso de urgência que rouba nosso foco.
Estabelecer limites saudáveis não exige afastamento total, mas sim o resgate da intenção nas nossas ações. Podemos sair do piloto automático criando pequenos "atritos" benéficos, como definir horários específicos para acesso. O professor de Psicologia, Gabriel Rego, enfatiza a importância de criar "espaços sagrados" livres de tecnologia, como a mesa de jantar ou o momento antes de dormir. O objetivo é utilizar a rede de forma ativa para conexões reais, evitando a rolagem passiva.
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