
Participação dos pais na vida escolar dos filhos: qual a dose certa?
07 de abril de 2020 | Atualidades Saúde e Bem-Estar Colégios Destaque São Paulo - Higienópolis Palmas Castro Alphaville Tamboré
É muito comum que os pais muitas vezes não saibam ao certo o quanto devem se envolver no dia a dia escolar de seus filhos. Falta de tempo, receio de invadir a privacidade, dúvidas sobre as formas mais apropriadas de aproximação, todos esses fatores acabam por influenciar a tomada de decisão dos pais de assumirem um papel importante na vida escolar dos filhos.
Para Neiva de Fátima Bueno da Silva, diretora Pedagógica do Instituto Cristão de Castro, no Paraná, a presença da família na escola traz benefícios fundamentais para o desenvolvimento da criança e do adolescente dentro e fora da sala de aula. “Acompanhar a vida escolar dos filhos deve acontecer desde a educação infantil até o final do ensino médio, quando se espera que eles tenham maturidade suficiente para entender a importância dos estudos”, diz.
Segundo Neiva, esse envolvimento pode ser demonstrado por meio da participação efetiva na escola, em reuniões, projetos, no acompanhamento das atividades de tarefa de casa, na atenção às notas, ao calendário de trabalhos e avaliações, e também no estabelecimento de uma rotina de estudos.
Na opinião da diretora Pedagógica do Colégio Presbiteriano Mackenzie de Palmas, Tocantins, Lucilma Ribeiro de Freitas Romão, é muito importante que os filhos percebam o interesse dos pais em sua aprendizagem e sintam respaldo quanto às necessidades que apresentam. “A empatia dos pais, o diálogo e apoio constantes em forma de presença física e efetiva produzirão nos filhos a tranquilidade de saber que o acompanhamento acadêmico faz parte da responsabilidade que eles têm para com os filhos”, argumenta.
Se feito na medida certa, o monitoramento dos pais implicará em aumento do rendimento em sala de aula, em uma possível redução com problemas de indisciplina e, consequentemente, em melhoria na qualidade do processo de aprendizagem.
Mas qual seria a dose certa desse acompanhamento dos pais? Segundo Neiva, “na educação infantil, ele deve ser mais intenso e, à medida que o filho for ganhando maturidade, deverá diminuir, pois a maturidade somente se intensifica quando os pais vão aos poucos deixando que os filhos caminhem com suas próprias pernas. Autonomia com responsabilidade deverá ser o conselho dos pais”, sustenta.
Ela adverte, porém, que sem a participação dos pais, a equipe escolar e os professores, sozinhos, não darão conta de despertar nos alunos o interesse pelos estudos e atender suas necessidades em todo o processo. Lucilma também alerta que a omissão e a ausência de interesse dos pais pela vida escolar dos filhos, somados a outros fatores, podem gerar carência afetiva, desmotivação, adoecimento, indisciplina, desrespeito às autoridades e até mesmo violência. “Para que o processo de aprendizagem se perpetue para além da escola, é imprescindível que os pais dediquem tempo de qualidade aos filhos, demonstrando interesse nas diversas atividades que envolvem a vida cotidiana deles. Dessa forma, o rendimento escolar e a produtividade diária serão fatores preponderantes no sucesso desse aprendizado, ainda mais agora, com as atividades escolares em regime excepcional por conta da quarentena que o Coronavírus nos impôs”, finaliza.
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