
SAMU Indígena conta com participação de egressos da Escola Vital Brasil
01 de dezembro de 2025 | Atualidades Ética e Cidadania Responsabilidade Social Destaque
Lançado em agosto de 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) Indígena, que opera na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, é um programa inovador de saúde voltado para população indígena da região. A Escola Presbiteriana Mackenzie Vital Brasil (EVB), mantida pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), possui uma relação muito próxima com a ação, pois boa parte dos profissionais de saúde que atuam no programa foram formados nos cursos técnicos de enfermagem da instituição.
O SAMU Indígena fica disponível 24h por dia nas proximidades de aldeias para atendimentos de urgência e emergência. Conta com uma viatura e uma equipe composta por um condutor socorrista, um técnico de enfermagem e um enfermeiro. Boa parte dos 14 profissionais da saúde que compõem o quadro técnico são indígenas e bilíngues, fluentes em português e guarani.
A EVB possui um papel muito importante na formação dos técnicos de enfermagem da região. “Temos muitos alunos indígenas estudando na Escola Vital Brasil e isso é importante, pois eles se tornam capazes de desenvolver o trabalho de técnico de enfermagem junto à comunidade e, principalmente, mantendo os costumes, a língua e rotina da vida indígena”, explica Alexander Silva Azevedo, enfermeiro que integra a equipe do SAMU Indígena e que foi professor na escola mackenzista.
De acordo com Azevedo, com a implantação do SAMU Indígena, a expectativa é de que os atendimentos às populações indígenas sejam mais rápidos. “Porque os condutores e os técnicos de enfermagem são locais, o que facilita muito, pois eles conhecem toda região e a área indígena lá dentro, conhecem as pessoas, então facilita muito o atendimento dentro da aldeia”, aponta.
O SAMU bilíngue tem por objetivo aprimorar o entendimento entre os profissionais da saúde e os pacientes, reforçando o compromisso do SUS de oferecer um serviço universal, gratuito e culturalmente adequado. Cada espaço da base do SAMU 192 Indígena também recebe o nome do ambiente em guarani. Os pacientes indígenas deverão ser encaminhados para hospitais de referência da região em caso de necessidade.
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