
Os benefícios da diminuição das telas em crianças e adolescentes
17 de março de 2026 | Atualidades Universidade Destaque Colégio
A Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares nas escolas, completou um ano em janeiro, e educadores perceberam um efeito positivo no desempenho dos alunos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com a Equidade.info e conduzida pelo Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, 83% dos estudantes do Brasil têm prestado mais atenção nas aulas após a restrição do uso dos aparelhos nas salas de aula.
Para Graça Teti, coordenadora do Ensino Fundamental – Anos Finais do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM) Agnes, em Recife, o fator mais notório entre os alunos é a redução da ansiedade associada ao uso contínuo de telas. “As crianças passaram a demonstrar mais iniciativa nas interações presenciais e maior envolvimento emocional com as experiências em sala de aula”, conta.
A coordenadora relata que as crianças que anteriormente passavam muito tempo em frente às telas e isoladas das demais desenvolveram maior vínculo com os colegas e aumentaram suas interações sociais. “Esse movimento também contribuiu para a redução do isolamento e para a construção de um clima escolar mais saudável”, explica.
Graça também destaca que, na ausência dos celulares, os estudantes voltaram sua atenção à literatura. Ela observou os jovens demonstrando mais interesse pelos livros em momentos de descontração ou durante atividades orientadas pelos professores.
O professor Marcelo Alves dos Santos, dos cursos de Administração e Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) Campinas, psicólogo de formação, afirma que trocar o tempo de tela pela leitura pode trazer diversos benefícios ao cérebro, pois a história segue uma linha de raciocínio linear e retrata relações humanas a partir de seus personagens. “Além de estimulante, a leitura pode ser terapêutica, tendo em vista que vivemos em um mundo cada vez mais dinâmico. Quando nos dedicamos à leitura, é preciso parar, refletir e sentir o que está sendo lido”, afirma.
O professor explica que o uso excessivo do aparelho celular gera impactos psicológicos no indivíduo. “O uso excessivo do celular traz um custo, que em muitos casos acaba sendo a dependência emocional ou a síndrome de FOMO, que é o medo de estar perdendo algo”, conta.
A síndrome de FOMO (Fear of missing out, ou medo de estar perdendo algo na tradução livre), como explica o professor, são condições que se desenvolvem quando o indivíduo cria um condicionamento com o celular e passa a checar o aparelho de forma constante. “A pessoa fica o tempo todo preocupada com a validação externa, com o número de curtidas e comentários”, esclarece.
Para o professor, pessoas que possuem o hábito de utilização excessiva do dispositivo podem enfrentar problemas no desenvolvimento cognitivo. Essas complicações são geradas a partir do fenômeno chamado scrolling infinito, em que o indivíduo fica preso às redes sociais consumindo vídeos de curta duração e conteúdos superficiais. “Isso tem uma consequência direta na memória de longo prazo, porque, como há uma sobrecarga de informações irrelevantes, o cérebro acaba tendo dificuldade de processar, posteriormente, memórias duradouras”, revela.
Marcelo ressalta que a vida moderna exige dinamismo e conectividade quando se trata do celular, entretanto é importante manter um equilíbrio saudável quanto ao uso do dispositivo. “Lembrando que aqui não estamos dizendo que a tecnologia é algo ruim. Pelo contrário, a tecnologia é algo muito positivo. É o mau uso dela que pode nos adoecer ou trazer comprometimentos para nossa saúde mental ou mesmo para a saúde do cérebro”, conclui.
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