
Entenda a crise hídrica na cidade de São Paulo e conheça formas de economizar
13 de janeiro de 2026 | Cá, entre nós Destaque
A cidade de São Paulo enfrenta um período de atenção redobrada em relação aos reservatórios de água que abastecem a região metropolitana, que se encontram em níveis preocupantes. O Sistema Cantareira chegou a 19,79% de volume útil no último sábado, 10 de janeiro. Mais do que um desafio técnico ou climático, este cenário nos convida a repensar nossos hábitos diários e a fortalecer nossa cultura de preservação.
Para aprofundar o tema, conversamos com o professor Antônio Giansante, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Ele afirma que “o Sistema Cantareira ainda não se recuperou 10 anos após a maior estiagem registrada”. Para o professor, "vivemos um novo normal”.
No ambiente de trabalho, pequenas atitudes podem gerar grandes impactos. É comum, e muitas vezes até inconsciente, que gastamos mais água durante nosso expediente. Às vezes, vem aquele pensamento de “não sou eu que pago”, e nisso, acabamos exagerando no consumo. Segundo o docente, “boa parte das indústrias adotam procedimentos de uso eficiente e reúso, mas que ainda não são o suficiente.”
Essa mentalidade deve se estender também aos nossos lares, onde o impacto é igualmente valioso. Reduzir o tempo de banho, acumular roupas para lavar e reaproveitar a água da máquina para a limpeza de áreas externas são estratégias já conhecidas e eficazes.
Giansante faz um alerta importante, “precisamos de políticas públicas para troca de aparelhos sanitários em domicílios, em que os vazamentos muitas vezes não são visíveis e muitos desperdiçam água como com as válvulas antigas de descarga. Somados, totalizam um valor significativo de gastos”.
Cada gota economizada conta e cada colaborador é um agente de mudança essencial nesse processo. Ao unirmos esforços em casa e no escritório, demonstramos senso de conscientização. Devemos transformar a economia de água em um hábito permanente.
“Em qualquer situação, com os reservatórios cheios ou não, ter campanhas permanentes de educação sanitária e ambiental é imprescindível", afirma o professor Antônio Giansante.
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