
Baixa visão: como identificar nas crianças
13 de janeiro de 2020 | Atualidades Saúde e Bem-Estar Colégios Destaque
Aproximadamente 20% das crianças brasileiras possuem alguma alteração na visão, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Para garantir o aproveitamento das crianças no ambiente escolar, é necessário estar atento a possíveis indícios e levar os pequenos ao médico dos olhos com frequência.
A baixa visão pode ser resultado de fatores genéticos e as principais causas nas crianças em idade escolar são hipermetropia, astigmatismo e miopia, conhecidas como erros de refração, além do estrabismo e da ambliopia. Infecções durante a gravidez, sarampo e meningite também podem gerar consequências para a visão.
Segundo a médica Débora Thais Cezar, do ambulatório do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM), unidade Tamboré, pais e professores podem identificar problemas de visão nas crianças através da observação, sendo uma das melhores formas de identificar se há algo errado.
“Se a criança está com o olhar distraído e pouco foco, já é um indício”, pontua a médica.
Ainda de acordo com Débora, a aproximação exagerada da lousa ou televisão e dificuldade em enxergar letras, figuras ou escrever também podem ser sinais. Também é necessário verificar se existem alterações nos olhos, como lacrimejamento excessivo, vermelhidão ou pupilas esbranquiçadas. Ao identificar alguma alteração, é recomendável procurar um médico oftalmopediatra.
A partir do nascimento, a criança deve ser submetida a primeira avaliação oftalmológica, conhecida como Teste do Olhinho, realizada pelo neonatologista. Até o dois anos de idade, consultas e exames completos devem ser feitos a cada seis meses e anualmente até os nove anos. Dessa forma, é possível evitar, minimizar ou tratar problemas visuais.
Débora comenta ainda que o uso, em grande quantidade, de aparelhos eletrônicos aumentam as disfunções de visão, porque a luz emitida pelos celulares, computadores e tablets ocasiona danos à retina. Com essa nova condição, alguns cuidados são necessários. A médica orienta olhar com a maior distância possível para as telas, e os celulares devem estar no mínimo a 40 centímetros; reduzir o brilho dos aparelhos; focar o olhar para uma longa distância durante três minutos; utilizar toalha morna da região dos olhos para estimular a secreção de lágrimas.
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