A mobilidade gera muita expectativa. Antes de ir não sabia onde ia morar, como seria a cidade, como seriam meus novos amigos, se teria dinheiro suficiente... e o pior medo: se meu visto seria aprovado há tempo.

Chegar foi incrível. Consegui uma casa com um preço ótimo, morei com um casal de senhores que alugava três quartos em casa depois que os filhos cresceram. Isso foi ótimo pois não tive que me preocupar em comprar garfos, panelas, pratos e tupperware. A minha Universidade promoveu vários encontros entre os alunos internacionais, tinha pessoas do mundo todo, mas principalmente brasileiros e europeus, o que foi ótimo para a integração. Fiz amigos logo que cheguei e construí laços tão fortes que os chamo de “minha família de Portugal”. As pessoas que a gente convive quando está fora, são as que nos ajudam em todo o momento, é importante não ser tímido ou ter medo de construir novas relações. Nada substitui o que deixamos para trás.

O curso de Psicologia em Portugal tem duração de três anos, dois a menos do que no Brasil, que tem cinco anos. Pela duração naturalmente o curso tem menos profundidade do que aqui, mas o corpo docente contava com excelentes professores e consegui até fazer uma matéria de mestrado.

Os professores foram bem receptivos, mas tive dificuldade com a grade horária, já que quando cheguei lá, precisei refazer meu plano (Não consegui usar o mesmo feito no Brasil porque as matérias estavam nos mesmos horários ás vezes) e tive dificuldade com turmas lotadas antes da minha chegada, infelizmente precisei desistir de uma matéria pois não tive como resolver ou acrescentarem mais um aluno na lista.

A experiência como um todo foi ótima. Aprendi muito, não só academicamente, mas sobre mim, sobre relações e sobre outra cultura.