Vinheta: Semana de Engenharia
Delmárcio Gomes palestrando na Semana de Engenharia do Mackenzie
Título: Parcerias, tecnologia e reflexões na Semana da Escola de Engenharia

Evento chegou à 34ª edição levando empresas ao campus Higienópolis da UPM.

Fotos: NTAI/Mackenzie

Entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, o campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) sediou a XXXIV Semana da Escola de Engenharia. Esta foi a primeira edição do evento realizada de maneira presencial desde 2020 e, para comemorar, a organização levou à Universidade mais de 60 empresas conveniadas à Escola de Engenharia (EE). Não por acaso o tema da Semana foi “Cooperação Universidade-Empresa: o caminho para a inovação e desenvolvimento tecnológico”. Ao longo de cinco dias e mais de 80 atividades, entre palestras e workshops, engenheiros, pesquisadores e estudantes discutiram temas relativos ao mercado de trabalho e à inovação tecnológica. “Este tema foi escolhido pela importância das novas diretrizes curriculares das Engenharias que se balizam na qualidade que Engenheiros e Químicos devem ter na nova dinâmica do mercado”, esclareceu Marcos Massi, diretor da EE, na cerimônia de abertura da Semana.

O relacionamento entre o Mackenzie e empresas de tecnologia também foi celebrado pelo reitor da UPM, Marco Tullio de Castro Vasconcelos. “Esses convênios nos permitiram modernizar laboratórios, redesenhar ambientes de ensino-aprendizagem e a própria formação dos Engenheiros, além de convênios que permitem aos alunos estagiarem e buscarem seu protagonismo dentro do curso”, afirmou, também na abertura do evento.

Palestras e conversas

A abertura da Semana foi marcada pela palestra “Inovações no agronegócio: perspectivas para as engenharias e química”, proferida pelo membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) e ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera Mano Filho. O conselheiro apontou que o Brasil, apesar de ser um dos maiores produtores na agropecuária e um dos grandes mercados deste setor, apresenta grandes entraves e problemas que barram um maior crescimento. Para superar essas limitações, a tecnologia e a inovação são essenciais, e nesse sentido a proximidade com a universidade é essencial. “A união de empresas e universidades é vital para o avanço das tecnologias. Existe uma falta de profissionais no agronegócio. As oportunidades que esse mercado possui são enormes, as empresas do agro precisam de conhecimento”, disse Cabrera.

A importância da simbiose entre empresas e academia permeou toda a Semana. No dia 29, a multinacional Huawei promoveu a palestra “Segurança em usinas solares”, no Auditório Ruy Barbosa, com condução do gerente de Soluções da Huawei Brasil e engenheiro mecânico formado pela UPM, Nelson Stanisci. Ele falou sobre o cenário do setor elétrico e da energia solar no Brasil, e destacou a parceria com o Mackenzie em P&D (pesquisa e desenvolvimento). O projeto Inova Solar Mackenzie Huawei tem o objetivo de aperfeiçoar e acompanhar o desempenho de inversores solares, dispositivos que garantem a proteção elétrica de sistemas fotovoltaicos. “É um projeto voltado para a capacitação. A ideia é trazer a consciência de segurança e promover treinamento para os alunos que estão entrando ou já estão no mercado”, explicou Stanisci.

A palestra da multinacional Huawei sobre usinas solares foi proferida por seu gerente de Soluções, Nelson Stanisci, engenheiro mecânico formado pela UPM

Divulgação

Outra empresa a marcar presença no evento, no dia 30, foi a multinacional Festo, com a palestra “O impacto da indústria 4.0 e a adequação das empresas”. O coordenador de Tecnologia da unidade de negócio Didactic da Festo, Oscar Isayama, falou sobre a indústria 4.0 e o momento atual do ecossistema industrial no mundo para alunos das diferentes áreas da Engenharia. “Nós, como empresa de tecnologia, precisamos educar o mercado, por isso existe a área Didactic, para estar dentro da sala de aula. E enquanto o lado acadêmico os faz entender os porquês, as empresas entregam a prática. Quando juntamos esses dois mundos, eles têm uma formação muito completa e isso é uma trajetória que o Mackenzie vem construindo há tempos”, afirmou.

Oscar Isayama, coordenador de Tecnologia da unidade de negócio Didactic da Festo, discorreu sobre o impacto da indústria 4.0 e a adequação das empresas a essa nova realidade

No dia 31, foi realizada a palestra “Economia circular e sustentabilidade”, com a presença do antigo professor mackenzista Leon Tondowski, CEO da Ambipar, uma das empresas parceiras da EE. A palestra teve como objetivo debater os novos conceitos que giram em torno da discussão sobre sustentabilidade nas empresas. “Nós saímos de um processo linear e vamos para o que chamamos hoje de economia circular, que busca aproveitar todos os processos internos de produção visando ao reúso, reciclagem ou redução de resíduos”, explicou Tondowski. Segundo ele, a parceria com a academia contribui para o dinamismo das empresas. “A busca por inovação é uma procura por gente nova que pense diferente de nós, e dessa forma nós temos condições de absorver esse formato dos alunos, para que eles renovem permanentemente o nosso processo de criação, porque, caso contrário, estacionaríamos”, alertou.

A Ambipar, empresa especializada em gestão ambiental, trouxe ao evento seu CEO e antigo professor mackenzista Leon Tondowski, que palestrou sobre economia circular e sustentabilidade

Divulgação

Minicursos e um pouco de teoria

No dia 29, o ensino teórico foi aplicado na prática em uma palestra sobre curtos-circuitos, com o representante da empresa WEG e mackenzista André Rocha. De acordo com o profissional, os estudantes não podem perder de vista que o conteúdo teórico estudado em sala de aula tem aplicabilidade na indústria. “Aqueles conceitos que se acha que nunca vão usar, eles são sim usados no mercado de trabalho”, recordou. Ele também lembrou que a aproximação da empresa com o Mackenzie é importante para que os alunos tenham uma interação maior com o mercado de trabalho. “Por ser tão tradicional, o Mackenzie precisa interagir com as grandes indústrias, porque senão o aluno não vai ter contato com o dia a dia da indústria, com o estado da arte da tecnologia que ele vai vivenciar quando se formar”, apontou, indicando ainda o diferencial do aluno da UPM: uma forma de se expressar prática e fluida, com boa aderência ao mundo do trabalho.

A fabricante WEG contribuiu com a Semana de Engenharia por meio de seu representante, o mackenzista André Rocha, com um palestra sobre curto-circuitos

Divulgação

Em 1º de setembro, a Semana recebeu o minicurso “Princípios de ensaios de dureza”, em parceria com a ZwickRoell, empresa parceira em projeto que inaugurou, no primeiro semestre de 2022, um laboratório no campus Higienópolis. A estrutura compreende uma instalação, com equipamentos de última geração para caracterização de diversos tipos de materiais, totalizando mais de R$ 1 milhão em investimentos. Os benefícios da cooperação entre Universidade e empresa foram destacados pelo diretor de Operações da ZwickRoell no Brasil, Gustavo Videira. “O laboratório serve para fomentar a inovação, a pesquisa, o ensino. Nada mais coerente da nossa parte do que estar juntos à universidade em eventos que promovam evolução, essa participação do meio acadêmico, trazendo os alunos para perto, ensinando, cooperando. A nossa missão é preparar e mostrar o que há de melhor em tecnologias e materiais para que possamos criar produtos e contribuir com o futuro”, lembrou. O minicurso, voltado para alunos de Engenharia de Materiais, foi organizado por Gisele Szilágyi, Juliano Barbosa e Renato Meneghetti Peres, docentes da EE, e teve como palestrantes Gustavo Videira e Thiago de Macedo Fernandes, da ZwickRoell.

O minicurso sobre ensaios de dureza foi uma iniciativa da colaboração entre a empresa ZwickRoell e a UPM, por meio da Escola de Engenharia (EE) e do curso de Engenharia de Materiais

Encerramento

A XXXIV Semana da Escola de Engenharia foi encerrada com a palestra de Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS). Para ele, grande parte dos desafios que temos no mundo atualmente, especialmente no Brasil, onde 85% das pessoas vivem em cidades, passam pelos centros urbanos, e os engenheiros são atores fundamentais nesse processo de melhoria. “As engenharias atuam em muitos campos e, naturalmente, impactam muito nas cidades. Ao dialogar com os estudantes de engenharia, que seguramente serão as lideranças do futuro, conseguimos conscientizá-los de uma série de temas e de como as cidades são agentes transformadores da sociedade”, disse ele.

O professor Marcos Massi fez um balanço positivo da Semana. “Trouxemos o que há de atual no mercado, de maneira a motivar os alunos a se envolverem nos projetos que temos em parceria com essas empresas. A integração com o mercado é importantíssima, pois atuamos sobre problemas reais. Todas as empresas que participaram da Semana da EE são organizações que têm parceria conosco”, ressaltou o diretor.

Já para o coordenador de Extensão da EE, professor Delmárcio Gomes, foi uma semana muito especial, com mais de 80 atividades, 50 empresas participantes e mais de dois mil alunos envolvidos diretamente. Ele avalia que a Semana mostrou um potencial muito grande em fazer intervenções no campus, colocando os alunos para se envolverem, participarem e se comunicarem para além da relação dentro da sala de aula. “Trouxemos o aprendizado de tudo o que está em uso de tecnologia de ponta dentro das empresas, tivemos organizações nacionais e multinacionais dentro do nosso portfólio, entregando para o nosso estudante a melhor experiência com um conteúdo de imersão”, comentou.

Novas salas de Aprendizagem Ativa

No dia 17 de agosto, quarta-feira, a Escola de Engenharia (EE), da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), inaugurou oito novas salas de aula de Aprendizagem Ativa, no campus Higienópolis. Os novos espaços buscam oferecer aos professores a possibilidade de aplicar metodologias ativas de aprendizagem, criando atividades instrucionais capazes de engajar os estudantes a se tornarem protagonistas no processo de construção do próprio conhecimento.

Os novos ambientes são pensados para um formato de aprendizagem em que as metodologias são mais baseadas no desenvolvimento de habilidades e não apenas na transmissão de informações. "Sem dúvida, esse investimento permite que novas práticas sejam incorporadas às aulas de todos os cursos da Escola de Engenharia, pois essas novas salas ampliam as opções de atividades acadêmicas que desenvolvem o protagonismo do estudante de forma a qualificá-lo para os desafios profissionais do mercado”, conta o diretor da EE, professor Marcos Massi.

Além disso, as novas salas incentivam o trabalho em equipes, devido às múltiplas configurações de ambiente que podem ser montadas com o mobiliário, entregando um espaço com notebook e TV exclusivos para cada mesa de trabalho. É o Mackenzie investindo cada vez mais no modelo de ensino que incentiva a capacidade de absorção de conteúdos de maneira autônoma e participativa.

Mackenzie nas redes sociais

Portal do Mackenzie

Compartilhe esta página