Assim como previsto pelo prêmio nobel em física Richard Feynmann na década de 1950, a manipulação de materiais em nanoescala tornou-se uma realidade, abrindo a possibilidade do desenvolvimento de materiais e dispositivos otimizados, em que a matéria se arranja de forma a apresentar exatamente as características ideais para cada aplicação. Nesta nova área, a nanotecnologia, novos materiais continuam a ser descobertos, modelados e desenvolvidos, como é o caso de materiais bidimensionais, investigados a partir do isolamento do grafeno em 2004. Ao mesmo tempo, em alguns aspectos a nanotecnologia já é, hoje, madura o suficiente para impactar de forma substancial áreas como biomedicina, engenharia de materiais, engenharia elétrica e fotônica. Naturalmente, essas novas tecnologias também impactam o poder de inovação da indústria e do país, e precisam de um tratamento legal adequado para serem capazes de gerar riqueza. Cientificamente, a nanotecnologia é hoje uma área extremamente competitiva, que exige uma atuação global. A interlocução com pares internacionais é essencial não só para o desenvolvimento da área no país, mas também para o desenvolvimento e aplicação da tecnologia de forma ampla.