Foto dos produtores da Capcom projetadas em telão do evento
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Séries e jogos remasterizados ganham espaço no mercado de games em 2019

Produtores da Capcom comentam lançamentos durante a BGS 2018

01.11.201819h46 Comunicação - Marketing Mackenzie

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Produtores da Capcom comentam lançamentos durante a BGS 2018

Yoshiaki Hirabayashi e Mishiteru Okabe são produtores da Capcom responsáveis pelo lançamento de dois jogos que estão na lista dos mais aguardados para 2019. Okabe, encarregado de Devil May Cry 5 (DMC5), e Hirabayashi, responsável pelo remake do clássico Resident Evil 2 (RE2), estiveram na Brasil Game Show (BGS)* para contar um pouco da experiência de criação das obras e se mostraram tão fãs de games quanto o próprio público, falando de união de gerações de pessoas pelos games e do elemento de empolgação que colocaram nas produções.

Hirabayashi conta que os primeiros jogos eletrônicos que jogou eram do Nintendo Entertaiment System (NES), console conhecido como "Nintendinho" aqui no Brasil, e que quando comprou seu PlayStation 1 (PS1) seu primeiro jogo foi RE2, lançado originalmente em 1998, com o qual ficou impressionado.

Hoje, 20 anos depois, ele é o produtor do remake do game que será lançado em janeiro de 2019 para plataformas da nova geração, como PS4, por exemplo. Segundo ele, a ideia de refazer o jogo surgiu observando os fãs e tendo um feedback de que eles queriam poder jogar aquela história novamente.

"Há três anos, decidimos tocar este projeto com o time de desenvolvimento da Capcom para refazer o jogo. Retomar algo que tem 20 anos deu nostalgia. Estou na casa dos 40 anos hoje, e foi como voltar um pouco no tempo. Todo mundo que jogou comigo na época quer ver o game reformulado, então, durante a produção, quis criar um laço entre jogadores antigos e novos, unindo gerações", disse ele.

Já Okabe falou que começou a paixão pelos games por conta de um café que havia em sua vila no Japão no qual tinha máquina com os jogos disponíveis. "Eram jogos como tênis, quebra-blocos e eles davam prêmios em troca de boas pontuações, foi ali que eu comecei", relembrou.

Apesar de não ter trabalhado no DMC5, Okabe diz que era muito fã e desde que entrou na Capcom queria atuar no game. “Gostaria de trabalhar no 4 mas não consegui. Para mim é uma honra estar no time de desenvolvimento do novo DMC. Não podemos falar muito da relação dos personagens ainda para não entregar, mas acho gosto de ver o interesse do público quanto às relações amorosas da série.

Começo

Okabe lembra que teve duas paixões quando mais jovem, games e música. Certo dia, seus pais perguntaram a ele se queria um computador ou um teclado musical e, apesar de estar dividido, ele escolheu o PC, no qual começou a programar e nunca mais parou, seguindo carreira na área.

Já Hirabayashi veio de uma vertente diferente, ele estudava Economia na faculdade e estava buscando uma forma de conseguir algum dinheiro quando surgiu a oportunidade de atuar na área de games, como já era fã dos jogos, começou e cresceu na profissão.

Foco das obras

Okabe comenta que DMC5 enfatiza o combate, mantendo a qualidade dos jogos de ação baseados no espírito de empolgação do jogo. “Trouxemos isso para o novo game. Existem vários tipos de carro que você pode pilotar, um compacto com motor de mil cilindradas ou um mais potente, por exemplo. O novo Devil May Cry é um carro de Fórmula 1, muito intenso. Cuidado com as curvas”, brinca o produtor.

Para Hirabayashi, a lembrança do primeiro Resident Evil 2 é muito valiosa. “Nos reunimos para falar sobre o que poderia ser mantido ou modificado e foi uma das nossas grandes dificuldades decidir a linha principal da história. Demos foco tanto à narrativa do Leon quanto da Claire (protagonistas do game). Na do Leon, o encontro com a Ada teve uma reviravolta especial. Na de Claire, a atenção ficou sobre a história de família, no peso que isso tem na versão dela procurando seu irmão Chris”, completa ele relembrando também que a personagem de Cherry, filha dos cientistas do jogo, ganhou uma explicação melhor.

Transformação

Com a diversão garantida, Okabe ressalta que desejou criar um ar mais realista no game e apesar de não deixar claro quantos anos existem de diferença entre as histórias do 4 e do 5, o personagem principal, Dante, parece um pouco mais velho. “As novas tecnologias ajudam a adicionar detalhes que antes não existiam ou não poderiam ser vistos. Dante sempre teve um clima relaxado, mas pelo desafio mais forte que tem pela frente, ele agora parece mais sério. Em termos de ação, ele continua muito dinâmico”, finaliza.

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*Neste ano, o Mackenzie esteve na feira com extensa programação em seu estande, com palestras, workshops, desafios e premiações.

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