O professor do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Hugo Garbe, ganhou, na noite de 26 de novembro, o prêmio Economista do Ano, concedido pela Ordem dos Jornalistas do Brasil e pelo Instituto Fiscaliza. O especialista conquistou a honraria na categoria Mídia e Análise Econômica.
Com avaliações de assuntos cotidianos que impactam profundamente as dinâmicas da sociedade, o docente acredita que a economia e as finanças devem ser tratadas sob pontos de vista claros, objetivos e responsáveis, de maneira que os temas se tornem acessíveis a todos e não fiquem restritos a uma pequena parcela das pessoas.
“São anos tentando ajudar as pessoas a entenderem um país que muda rapidamente, que, por vezes, assusta, mas que sempre merece ser compreendido com seriedade. Sempre acreditei que a economia só cumpre seu papel quando deixa de ser um assunto distante e se transforma em ferramenta para a vida real, para as famílias, para quem empreende, para quem luta diariamente para tomar as melhores decisões”, pontua Garbe.
Diante do reconhecimento, o professor mackenzista passa a integrar o seleto grupo de profissionais que são referência nos debates dos veículos de comunicação acerca das nuances econômicas, sempre com um olhar fortemente alicerçado no pensamento acadêmico, nas teorias e pesquisas, mas com atenção às demandas do mercado, sem perder de vista a realidade social brasileira.
“Acredito que o papel da universidade não é ficar restrito às salas de aula ou aos laboratórios de pesquisa. A teoria só ganha sentido quando encontra a vida real, quando dialoga com empresas, governos, famílias e comunidades. E o mercado, por sua vez, precisa dessa visão mais ampla e crítica que só a pesquisa acadêmica é capaz de oferecer”, destaca o economista.
Por trás de números, gráficos e indicadores, o especialista ressalta que é preciso trazer a economia para perto, democratizá-la, de maneira prática e humana. “Quando alguém compreende por que a inflação sobe, como a taxa Selic influencia um financiamento ou como políticas econômicas influenciam o emprego, essa pessoa ganha autonomia. A sociedade tem que se ver naquele assunto e como ele impacta suas decisões, sonhos e até em sua segurança financeira”, afirma.
Usando a premiação como grande marco em sua carreira, o docente projeta os próximos passos para tornar cada vez mais a economia um assunto popular, mas sem perder a seriedade de debates tão relevantes do ponto de vista social. Para isso, o especialista expõe o desejo de atuar em três frentes: estimulando iniciativas com educação acessível, parcerias que gerem impacto social e em comunicação com foco no cotidiano.
Entusiasmado, o premiado classificou o episódio como o reconhecimento de um trabalho árduo, mas que o provoca a expandir ainda mais esse diálogo e a ajudar as pessoas a se sentirem parte dessa conversa. “Agradeço sinceramente às instituições que me concederam esta honra, aos jornalistas que sempre abriram espaço para o diálogo e, sobretudo, ao público, que acompanha, questiona, critica e constrói comigo essa ponte. Recebo o prêmio com alegria e com um senso renovado de compromisso. Continuarei trabalhando para tornar a economia compreensível, útil e humana porque informação de qualidade transforma vidas”, finaliza Garbe.






