OAB concede título ao líder abolicionista Luiz Gama no Mackenzie

30.10.201516h14 Comunicação - Marketing Mackenzie

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OAB concede título ao líder abolicionista Luiz Gama no Mackenzie

Na próxima semana, nos dias 03 e 04 de novembro, a Faculdade de Direito Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), realiza a “II Semana da Consciência Negra”, e o evento Luiz Gama, ideias e legado do líder abolicionista”.

No dia 03 de novembro, às 11h, após a palestra de abertura conferida pelo Prof. Dr. Silvio de Almeida, professor do Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama, ocorrerá um ato de visita ao túmulo de Luiz Gama no Cemitério da Consolação.

No mesmo dia, às 19h, o presidente da OAB/Federal, Dr. Marcus Vinicius Furtado Coelho, concederá a Luiz Gama, o registro profissional honorário como advogado inscrito nos quadros da OAB, que será recebido pelo tataraneto do abolicionista, Benemar França. Na cerimônia acontecerá a leitura do Relatório da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil, com a presença do Dr. Humberto Adami, presidente da Comissão Nacional sobre a Escravidão Negra.

No dia 04, às 09h, acontecem as mesas acadêmicas para debaterem a questão racial no Brasil e seus reflexos econômicos, sociais, culturais e jurídicos, com a presença dos professores Dennis de Oliveira (ECA/USP), Márcio Farias (Museu Afro-brasileiro), Adilson José Moreira (UPM) e Dulce Maria Senna (USP).

Já às 19h, o Dr. Gabriel Sampaio, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça debaterá sobre o tema: “Segurança Pública e População Negra”.

A Semana da Consciência Negra vem sendo planejada desde o inicio de 2015, e é fruto de um trabalho de pesquisa dos grupos de estudo de História do Direito e do Capitalismo e Escravidão, com supervisão dos professores do Mackenzie, Silvio Almeida e Júlio Vellozo.

O evento tem o apoio do Instituto Luiz Gama, do Coletivo AFROMACK, do Centro Acadêmico João Mendes Junior e do Núcleo de Teoria e Filosofia do Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sobre Luiz Gama

Luiz Gama foi escravo, mas conseguiu aprender a ler e provar que sua escravização era ilegal. Por esforço próprio estudou direito de forma autodidata e transformou-se em um dos maiores defensores dos escravos nos tribunais. O abolicionista morreu em 1882, seis anos antes da abolição legal da escravidão. O professor Dr. José Francisco Siqueira Neto diretor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos lembra que “o trabalho e a luta de Luiz Gama, deixaram um imensurável legado para a sociedade brasileira e para a comunidade jurídica, ensejando profundos debates e reflexões”.